UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Analise as seguintes assertivas sobre colecistopatias:I- A bile consiste em solução heterogênea formada por colesterol, sais biliares, lecitina, eletrólitos e água. Estima-se sua produção diária em torno de 500 a 1.500 ml;II- Na colecistite aguda, a duração do evento e o grau de obstrução promovido pela impactação de um cálculo no infundíbulo são fatores determinantes no processo de inflamação e na progressão da doença;III- O USG de abdome superior permite o diagnóstico da maioria dos quadros de colecistite aguda, sendo um exame de alta sensibilidade e especificidade nesta doença. Informações como, espessamento da parede vesicular, presença de líquido perivesicular e dor à compressão do ponto cístico, ratificam o diagnóstico ultrassonográfico desta situação clínica;IV- A fístula colecistoduodenal (síndrome de Bouveret) é a apresentação clínica mais comum das fístulas colecistoentéricas nos quadros de colecistite aguda;V- O termo discinesia biliar se refere aos pacientes com sintomas clássicos de cólica biliar na ausência de cálculos biliares pelos métodos de imagem diagnósticos habituais, sendo portanto um diagnóstico de exclusão.
Colecistite aguda: USG com espessamento parede, líquido perivesicular e Murphy ultrassonográfico confirmam. Discinesia biliar = cólica sem cálculo.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. O ultrassom é o método diagnóstico de escolha, revelando sinais como espessamento da parede vesicular e líquido perivesicular, além do sinal de Murphy ultrassonográfico. A discinesia biliar, por sua vez, é um diagnóstico de exclusão para dor biliar sem cálculos.
As colecistopatias englobam um espectro de doenças da vesícula biliar, sendo a colelitíase e suas complicações as mais prevalentes. A bile, uma solução complexa de colesterol, sais biliares, lecitina, eletrólitos e água, é produzida pelo fígado em volume diário de 500 a 1500 ml e desempenha papel fundamental na digestão de gorduras. A obstrução do ducto cístico por um cálculo é o evento inicial na maioria dos casos de colecistite aguda, com a duração da obstrução e o grau de inflamação sendo fatores determinantes na progressão da doença. O diagnóstico da colecistite aguda é primariamente clínico, mas o ultrassom de abdome superior é o exame de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Sinais ultrassonográficos como espessamento da parede vesicular (>3mm), presença de líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico (dor à compressão da vesícula com o transdutor) são altamente sugestivos. A discinesia biliar, ou disfunção da vesícula biliar, é um diagnóstico de exclusão para pacientes com sintomas típicos de cólica biliar, mas sem cálculos visíveis nos exames de imagem, e é confirmada por cintilografia biliar com fração de ejeção reduzida. As fístulas colecistoentéricas são complicações raras da colecistite aguda, sendo a fístula colecistoduodenal a mais comum. A síndrome de Bouveret, uma obstrução gástrica por cálculo biliar que migra através de uma fístula colecistoduodenal, é uma apresentação incomum e grave, não a mais comum das fístulas. O manejo das colecistopatias varia desde o tratamento conservador para casos leves até a colecistectomia para colecistite aguda e discinesia biliar sintomática.
A bile é composta por colesterol, sais biliares, lecitina, eletrólitos e água. Sua função principal é auxiliar na digestão e absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis no intestino delgado, além de excretar produtos de degradação.
Os achados ultrassonográficos cruciais incluem espessamento da parede vesicular (>3mm), presença de líquido perivesicular, cálculos biliares impactados no infundíbulo ou ducto cístico, e o sinal de Murphy ultrassonográfico (dor localizada à compressão da vesícula).
Discinesia biliar é a presença de sintomas de cólica biliar na ausência de cálculos biliares visíveis em exames de imagem. É um diagnóstico de exclusão, geralmente confirmado por cintilografia biliar com colecistocinina, que revela uma fração de ejeção da vesícula biliar reduzida.
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