Colecistite Aguda: Ultrassonografia é Padrão-Ouro (Tóquio 2018)

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

De acordo com os Critérios de Tóquio 2018, o exame de imagem considerado o padrão-ouro para o diagnóstico de colecistite aguda é a

Alternativas

  1. A) tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste.
  2. B) ressonância magnética do abdome.
  3. C) colangiorressonância.
  4. D) CPRE (colangiopancreatografia endoscópica retrógada).
  5. E) ultrassonografia abdominal.

Pérola Clínica

Colecistite aguda (Critérios de Tóquio 2018) → Ultrassonografia abdominal = padrão-ouro.

Resumo-Chave

A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha e considerado padrão-ouro para o diagnóstico de colecistite aguda pelos Critérios de Tóquio 2018, devido à sua alta sensibilidade, especificidade, baixo custo e disponibilidade, permitindo identificar sinais como espessamento da parede vesicular, cálculos e sinal de Murphy ultrassonográfico.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves como perfuração e sepse. Os Critérios de Tóquio 2018 fornecem uma estrutura padronizada para o diagnóstico e manejo, sendo amplamente utilizados na prática clínica. No contexto dos Critérios de Tóquio, a ultrassonografia abdominal é reconhecida como o exame de imagem de primeira linha e padrão-ouro para o diagnóstico de colecistite aguda. Sua capacidade de visualizar cálculos, espessamento da parede vesicular, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico a torna indispensável. A sensibilidade e especificidade da ultrassonografia são elevadas, tornando-a uma ferramenta diagnóstica eficaz. Embora outros exames como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética possam ser empregados em situações específicas, como para avaliar complicações ou em casos de diagnóstico incerto, a ultrassonografia permanece como a modalidade inicial e mais custo-efetiva. Residentes devem dominar a interpretação dos achados ultrassonográficos para um manejo adequado da colecistite aguda.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos na colecistite aguda?

Os achados incluem espessamento da parede da vesícula biliar (>4mm), presença de cálculos impactados no colo ou ducto cístico, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo.

Por que a ultrassonografia é preferida em relação à TC ou RM para colecistite aguda?

A ultrassonografia é não invasiva, não utiliza radiação, é amplamente disponível, de baixo custo e possui alta sensibilidade e especificidade para os achados característicos da colecistite aguda.

Quando outros exames de imagem são indicados na suspeita de colecistite?

TC ou RM podem ser úteis em casos de ultrassonografia inconclusiva, suspeita de complicações (perfuração, abscesso) ou para diferenciar colecistite de outras causas de dor abdominal superior direita. A cintilografia biliar (HIDA scan) é considerada o exame mais sensível, mas não é o de primeira linha.

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