Colecistite Aguda em Idosos Graves: Colecistostomia Percutânea

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021

Enunciado

Uma paciente de 87 anos de idade, com antecedente de doença de Chagas e insuficiência cardíaca, apresenta quadro de dor em cólica em hipocôndrio direito há três dias e febre. USG com sinais de colecistite aguda. Inicialmente, optou-se por tratamento clínico com ceftriaxone e metronidazol. Após dois dias, a paciente mantém quadro febril, com piora da função renal e da função respiratória e necessidade de uso de droga vasoativa.Nessa situação hipotética, a conduta mais adequada é uma

Alternativas

  1. A) colecistecomia aberta.
  2. B) colecistostomia.
  3. C) colecistectomia videolaparoscópica.
  4. D) colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, com passagem de prótese.
  5. E) troca de antibioticoterapia para carbapenêmico.

Pérola Clínica

Colecistite aguda em idoso grave (87 anos, Chagas, IC, sepse) com falha terapêutica inicial → colecistostomia percutânea.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos e gravemente enfermos com colecistite aguda e alto risco cirúrgico, que não respondem ao tratamento clínico inicial, a colecistostomia percutânea é a conduta mais adequada. Este procedimento minimamente invasivo permite a drenagem da vesícula biliar, controlando a sepse e estabilizando o paciente antes de uma cirurgia definitiva, se necessária.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. Em pacientes idosos e com comorbidades significativas, como doença de Chagas e insuficiência cardíaca, a apresentação pode ser atípica e a evolução mais grave, com risco elevado de sepse e falência de múltiplos órgãos. A fisiopatologia envolve a estase biliar, isquemia da parede da vesícula e proliferação bacteriana. O diagnóstico é clínico (dor em hipocôndrio direito, febre, náuseas), laboratorial (leucocitose, PCR elevado) e por imagem (USG com espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular). O tratamento inicial inclui antibioticoterapia e suporte clínico. No entanto, em pacientes de alto risco cirúrgico que não respondem ao tratamento inicial e apresentam piora clínica (sepse, disfunção orgânica), a colecistectomia de urgência pode ser perigosa. Nesses casos, a colecistostomia percutânea emerge como a conduta mais adequada. É um procedimento minimamente invasivo que permite a drenagem da vesícula biliar, aliviando a obstrução e controlando a infecção, estabilizando o paciente para que uma cirurgia definitiva possa ser realizada em um momento mais oportuno, ou mesmo para que o tratamento definitivo seja apenas a drenagem.

Perguntas Frequentes

Quando a colecistostomia percutânea é indicada na colecistite aguda?

A colecistostomia percutânea é indicada para pacientes com colecistite aguda que apresentam alto risco cirúrgico (idosos, com comorbidades graves, instabilidade hemodinâmica) ou que não respondem ao tratamento clínico inicial com antibióticos.

Qual o objetivo da colecistostomia na colecistite aguda?

O objetivo principal da colecistostomia é descompressão e drenagem da vesícula biliar inflamada, o que ajuda a controlar o processo infeccioso e inflamatório, estabilizando o paciente para uma eventual colecistectomia em um segundo momento, quando o risco cirúrgico for menor.

Quais são as vantagens da colecistostomia em relação à colecistectomia em pacientes graves?

A colecistostomia é um procedimento minimamente invasivo, realizado sob anestesia local, com menor morbidade e mortalidade em pacientes de alto risco. Permite o controle da sepse biliar sem a necessidade de uma cirurgia maior, que seria contraindicada em um paciente instável.

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