UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Um paciente de 62 anos de idade dá entrada no serviço de emergência com dor abdominal em hipocôndrio direito. Temperatura axilar = 37,8ºC, frequência cardíaca (FC) = 90bpm, hemograma revela leucometria = 13.100 células/mm. Realiza ultrassonografia (US) abdominal que indica espessamento da parede da vesícula, cálculo impactado no infundíbulo e Murphy ultrassonográfico positivo. Qual seria a melhor conduta nesse caso?
Colecistite aguda = Hidratação, analgesia, ATB (cipro+metro) e colecistectomia videolaparoscópica precoce (2-3 dias).
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por obstrução do ducto cístico por um cálculo. O manejo inicial inclui suporte clínico e antibioticoterapia para controlar a infecção. A colecistectomia videolaparoscópica precoce (nas primeiras 72 horas) é a conduta de escolha, pois reduz complicações e tempo de internação.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela impactação de um cálculo biliar no ducto cístico, levando a estase biliar, inflamação e infecção secundária. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns. A epidemiologia mostra maior prevalência em mulheres, obesos e pacientes acima de 40 anos. O diagnóstico é crucial para evitar complicações graves como perfuração da vesícula ou sepse. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, que leva ao aumento da pressão intraluminal, isquemia da parede da vesícula e proliferação bacteriana. Os sintomas típicos incluem dor intensa e contínua no hipocôndrio direito, febre e náuseas/vômitos. O exame físico pode revelar sinal de Murphy positivo. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, mostrando espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e cálculo impactado. O tratamento inicial consiste em hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia empírica para cobrir bactérias entéricas comuns (ex: ciprofloxacino e metronidazol). A conduta definitiva é a colecistectomia, sendo a via videolaparoscópica a preferencial. A cirurgia precoce, idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas, é recomendada para reduzir complicações e facilitar a dissecção devido à menor inflamação.
Os critérios incluem dor em hipocôndrio direito, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e Murphy ultrassonográfico positivo.
A cirurgia precoce, realizada dentro de 72 horas do início dos sintomas, está associada a menor taxa de conversão para cirurgia aberta, menor tempo de internação e menor morbidade em comparação com a cirurgia tardia.
A antibioticoterapia empírica deve cobrir germes gram-negativos e anaeróbios, sendo ciprofloxacino e metronidazol uma combinação comum, ou cefalosporinas de terceira geração.
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