Colecistite Aguda Não Complicada: Conduta Segundo Tokyo

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

A conduta mais adequada para um paciente com colecistite aguda não complicada, segundo critérios de Tokyo, é

Alternativas

  1. A)  iniciar antibiótico e operar com 15 dias.
  2. B)  cirurgia precoce videolaparoscópica.
  3. C)  internar o paciente, fazer antibiótico por no mínimo 07 dias, dar alta e operar depois eletivamente.
  4. D)  observar que nos pacientes diabéticos, a cirurgia só deve ser realizada com reserva de UTI.
  5. E)  fazer 15 dias de antibiótico e depois operar na mesma intervenção.

Pérola Clínica

Colecistite aguda não complicada (Tokyo): colecistectomia videolaparoscópica precoce (idealmente <72h).

Resumo-Chave

Para colecistite aguda não complicada (Grau I e II pelos Critérios de Tokyo), a conduta padrão é a colecistectomia videolaparoscópica precoce. A cirurgia deve ser realizada preferencialmente nas primeiras 72 horas, podendo estender-se até 7 dias, para reduzir complicações e tempo de internação.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. Os Critérios de Tokyo (TG18) são amplamente aceitos para o diagnóstico e estratificação da gravidade, classificando a colecistite em Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (grave), o que orienta a conduta terapêutica. Para casos de colecistite aguda não complicada (Grau I e II), a conduta mais adequada e recomendada pelas diretrizes é a colecistectomia videolaparoscópica precoce. Essa abordagem cirúrgica, idealmente realizada dentro de 72 horas do início dos sintomas, mas que pode ser estendida até 7 dias, demonstrou reduzir a taxa de conversão para cirurgia aberta, o tempo de internação hospitalar e a incidência de complicações pós-operatórias. O tratamento precoce visa remover a fonte da inflamação e prevenir a progressão para formas mais graves da doença, como necrose, perfuração ou sepse biliar. O atraso na cirurgia pode levar a um aumento da dificuldade técnica devido à inflamação e fibrose, elevando os riscos para o paciente. Portanto, a identificação rápida e a intervenção cirúrgica oportuna são pilares fundamentais no manejo da colecistite aguda.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de Tokyo para colecistite aguda?

Os Critérios de Tokyo classificam a colecistite aguda em Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (grave), baseando-se em sinais locais de inflamação, sinais sistêmicos e disfunção de órgãos, orientando a conduta terapêutica.

Por que a cirurgia precoce é recomendada na colecistite aguda?

A colecistectomia precoce, idealmente nas primeiras 72 horas, reduz o tempo de internação, a taxa de conversão para cirurgia aberta, o risco de complicações como necrose e perfuração, e a recorrência da doença.

Qual o tempo ideal para realizar a colecistectomia na colecistite aguda não complicada?

Para colecistite aguda não complicada (Grau I e II), a cirurgia videolaparoscópica é idealmente realizada dentro de 72 horas do início dos sintomas, mas pode ser estendida com segurança até 7 dias em casos selecionados.

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