Colecistite Aguda: Diagnóstico Clínico e Sinal de Murphy

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Leia as 4 histórias clínicas abaixo. Assinale a única alternativa CORRETA que descreve o quadro clínico típico de um(a) paciente com colecistite aguda.

Alternativas

  1. A) Paciente masculino de 36 anos que deu entrada na UPA com quadro de dor abdominal intensa, em faixa, iniciada um dia antes, 2 episódios de êmese e história de ''pedra na vesícula'' (sic).
  2. B) Paciente masculino de 43 anos que deu entrada na UPA com quadro de dor abdominal intensa e súbita no epigástrio, apresentando, ao exame físico, abdômen em tábua e timpanismo à percussão.
  3. C) Paciente feminina de 54 anos com quadro de febre, calafrios, confusão mental, hipotensão, icterícia, acolia fecal, colúria e dor abdominal intensa no hipocôndrio direito há 5 dias.
  4. D) Paciente feminina de 56 anos com dor abdominal em cólica de início súbito há 3 horas. Ao exame, o abdome é doloroso no hipocôndrio direito e na palpação profunda desta topografia a paciente efetua uma parada da inspiração.

Pérola Clínica

Colecistite aguda → dor HD + sinal de Murphy + febre/leucocitose.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. O sinal de Murphy é um achado clássico ao exame físico, indicando dor à palpação profunda do hipocôndrio direito durante a inspiração.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente precipitada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das emergências abdominais mais comuns, com incidência maior em mulheres de meia-idade e idosos, especialmente aqueles com história de colelitíase. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves como perfuração ou gangrena da vesícula. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de dor no hipocôndrio direito, febre e leucocitose, além do sinal de Murphy positivo ao exame físico. Exames complementares como ultrassonografia abdominal são fundamentais para confirmar a presença de cálculos, espessamento da parede da vesícula e líquido perivesicular. A tomografia computadorizada pode ser útil em casos atípicos ou para descartar outras patologias. O tratamento inicial consiste em jejum, hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia de amplo espectro. A colecistectomia, preferencialmente laparoscópica, é o tratamento definitivo e deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, para reduzir o risco de complicações e melhorar o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da colecistite aguda?

A colecistite aguda tipicamente apresenta dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, que pode irradiar para o ombro ou escápula direita, acompanhada de febre, náuseas, vômitos e leucocitose.

O que é o sinal de Murphy e qual sua importância diagnóstica?

O sinal de Murphy é a interrupção súbita da inspiração profunda do paciente devido à dor intensa ao palpar o hipocôndrio direito, onde a vesícula biliar inflamada é comprimida. É um achado clínico altamente sugestivo de colecistite aguda.

Como diferenciar colecistite aguda de outras causas de dor abdominal?

A diferenciação envolve a localização e característica da dor, presença de febre, leucocitose e sinal de Murphy. Condições como pancreatite (dor em faixa), apendicite (dor periumbilical migratória) e cólica biliar (dor sem inflamação) devem ser consideradas.

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