Colecistite Aguda: Complicações e Manejo Essencial

Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 35 anos, obesa, que se apresenta na emergência com quadro de dor aguda e hipersensibilidade no quadrante superior direito, temperatura de 38ºC, leucócitos totais de 23.000/ mm³ e 12 bastões, caso não adequadamente manejada pode apresentar as seguintes complicações, exceto:

Alternativas

  1. A) Empiema
  2. B) Perfuração
  3. C) Síndrome de excreção inapropriada do hormônio antidiurético
  4. D) Fístula colecistentérica

Pérola Clínica

Colecistite aguda grave → Empiema, perfuração e fístula são complicações comuns. SIADH não é complicação.

Resumo-Chave

A colecistite aguda, especialmente em pacientes com fatores de risco como obesidade e sinais de inflamação sistêmica (febre, leucocitose com desvio), pode evoluir para complicações graves como empiema, perfuração ou fístula colecistentérica se não tratada. A Síndrome de Secreção Inapropriada do Hormônio Antidiurético (SIADH) não é uma complicação direta da colecistite.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando predominantemente mulheres obesas de meia-idade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, levando ao acúmulo de bile, distensão da vesícula e inflamação. O diagnóstico é clínico (dor em QSD, febre, Murphy positivo), laboratorial (leucocitose com desvio) e de imagem (ultrassonografia abdominal). A suspeita de colecistite aguda deve ser alta em pacientes com dor abdominal súbita no QSD, especialmente se acompanhada de febre e sinais inflamatórios. O tratamento inicial inclui jejum, hidratação venosa, analgésicos e antibióticos de amplo espectro. A colecistectomia é o tratamento definitivo, preferencialmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) para reduzir o risco de complicações como empiema (pus na vesícula), perfuração (com peritonite biliar) e fístula colecistentérica (comunicação com o intestino), que aumentam significativamente a morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para complicações da colecistite aguda?

Sinais de alerta incluem piora da dor, febre alta persistente, calafrios, sinais de peritonite (dor à descompressão) e instabilidade hemodinâmica, indicando possível empiema ou perfuração.

Quais são as complicações mais graves da colecistite aguda?

As complicações mais graves são empiema da vesícula biliar, perfuração (com peritonite biliar), fístula colecistentérica e colecistite gangrenosa, que exigem intervenção cirúrgica urgente.

Por que a SIADH não é uma complicação da colecistite aguda?

A Síndrome de Secreção Inapropriada do Hormônio Antidiurético (SIADH) é uma causa de hiponatremia dilucional, geralmente associada a doenças pulmonares, tumores ou medicamentos, e não tem relação fisiopatológica direta com a inflamação da vesícula biliar.

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