Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Mulher de 35 anos, obesa, que se apresenta na emergência com quadro de dor aguda e hipersensibilidade no quadrante superior direito, temperatura de 38ºC, leucócitos totais de 23.000/ mm³ e 12 bastões, caso não adequadamente manejada pode apresentar as seguintes complicações, exceto:
Colecistite aguda grave → Empiema, perfuração e fístula são complicações comuns. SIADH não é complicação.
A colecistite aguda, especialmente em pacientes com fatores de risco como obesidade e sinais de inflamação sistêmica (febre, leucocitose com desvio), pode evoluir para complicações graves como empiema, perfuração ou fístula colecistentérica se não tratada. A Síndrome de Secreção Inapropriada do Hormônio Antidiurético (SIADH) não é uma complicação direta da colecistite.
A colecistite aguda é uma condição inflamatória da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, afetando predominantemente mulheres obesas de meia-idade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, levando ao acúmulo de bile, distensão da vesícula e inflamação. O diagnóstico é clínico (dor em QSD, febre, Murphy positivo), laboratorial (leucocitose com desvio) e de imagem (ultrassonografia abdominal). A suspeita de colecistite aguda deve ser alta em pacientes com dor abdominal súbita no QSD, especialmente se acompanhada de febre e sinais inflamatórios. O tratamento inicial inclui jejum, hidratação venosa, analgésicos e antibióticos de amplo espectro. A colecistectomia é o tratamento definitivo, preferencialmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) para reduzir o risco de complicações como empiema (pus na vesícula), perfuração (com peritonite biliar) e fístula colecistentérica (comunicação com o intestino), que aumentam significativamente a morbimortalidade.
Sinais de alerta incluem piora da dor, febre alta persistente, calafrios, sinais de peritonite (dor à descompressão) e instabilidade hemodinâmica, indicando possível empiema ou perfuração.
As complicações mais graves são empiema da vesícula biliar, perfuração (com peritonite biliar), fístula colecistentérica e colecistite gangrenosa, que exigem intervenção cirúrgica urgente.
A Síndrome de Secreção Inapropriada do Hormônio Antidiurético (SIADH) é uma causa de hiponatremia dilucional, geralmente associada a doenças pulmonares, tumores ou medicamentos, e não tem relação fisiopatológica direta com a inflamação da vesícula biliar.
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