Colecistite Aguda e Tríade de Rigler: Diagnóstico

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025

Enunciado

Em relação à colecistie aguda biliar, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Mais de 50% dos pacientes com colelitíase irão desenvolver colecistite aguda se não operados.
  2. B) A tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem padrão-ouro para o diagnóstico de colecistite aguda.
  3. C) A tríade de Rigler apresenta achados compatíveis com íleo biliar, complicação decorrente de colecistite aguda.
  4. D) Está contraindicado o tratamento cirúrgico em casos de colecistite aguda com mais de 72 horas de evolução.

Pérola Clínica

Tríade de Rigler = Pneumobilia + Cálculo ectópico + Obstrução intestinal (Íleo Biliar).

Resumo-Chave

A colecistite aguda pode complicar com fístula colecistoentérica, levando ao íleo biliar, cujo diagnóstico radiológico clássico é a Tríade de Rigler.

Contexto Educacional

A colecistite aguda resulta da obstrução persistente do ducto cístico por um cálculo. O íleo biliar é uma complicação mecânica rara, ocorrendo em menos de 1% dos casos, onde a inflamação crônica gera uma fístula entre a vesícula e o duodeno. O cálculo passa para o lúmen intestinal e impacta no ponto mais estreito (íleo terminal). O reconhecimento da Tríade de Rigler é fundamental para o diagnóstico diferencial de obstrução intestinal em idosos com história de colelitíase.

Perguntas Frequentes

O que compõe a Tríade de Rigler no íleo biliar?

A Tríade de Rigler é um achado radiológico clássico (visível em RX simples ou TC) que indica íleo biliar, uma complicação da colecistite crônica/aguda onde um cálculo volumoso erode para o duodeno. Ela é composta por: 1) Sinais de obstrução do intestino delgado (alças dilatadas); 2) Pneumobilia (ar nas vias biliares devido à fístula); 3) Cálculo biliar radiopaco em localização ectópica (geralmente na válvula ileocecal).

Qual o exame padrão-ouro para colecistite aguda?

Embora a Ultrassonografia (USG) seja o exame de primeira linha e mais utilizado na prática (sensibilidade >90%), a Cintilografia Biliar (HIDA scan) é tecnicamente considerada o padrão-ouro (maior acurácia), pois demonstra a obstrução do ducto cístico. Na prática, a USG é preferida por ser rápida, barata e não invasiva, identificando cálculos, parede espessada (>4mm), líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico.

Qual o tempo ideal para a cirurgia na colecistite aguda?

As diretrizes atuais (como o Tokyo Guidelines 2018) recomendam a colecistectomia videolaparoscópica precoce, idealmente dentro das primeiras 72 horas do início dos sintomas. No entanto, a cirurgia pode ser realizada com segurança mesmo após esse período em centros experientes. O tratamento tardio (após 7-10 dias) costuma ser evitado devido à intensa inflamação e fibrose, preferindo-se o tratamento conservador com antibióticos e cirurgia eletiva após 6-8 semanas.

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