Colecistite Aguda: Diagnóstico e Manejo de Urgência

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente com 40 anos, hipertensa, diabética e obesa mórbida, é atendida em uma unidade básica de saúde, queixando-se de dor em hipocôndrio direito, pós-prandial, há aproximadamente 24 horas. Relata início súbito, tipo cólica, constante, com piora progressiva e irradiação para dorso ipsilateral, associada a náuseas, vômitos e calafrios. Ao exame físico, notam-se: fácies de sofrimento, abdome globoso, flácido, depressível, sinal de Murphy presente, sinal de Blumberg ausente.Diante desse caso, a conduta médica deve ser

Alternativas

  1. A) encaminhamento ao pronto-socorro para avaliação de urgência.
  2. B) solicitação de ultrassonografia eletiva e reavaliação em 48 horas.
  3. C) prescrição domiciliar de antiespasmódico e reavaliação em 48 horas.
  4. D) prescrição domiciliar de antibiótico e sintomáticos e reavaliação em 7 dias.

Pérola Clínica

Dor HD + Murphy + febre/calafrios em obesa/diabética → Colecistite Aguda → PS Urgência.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clínico clássico de colecistite aguda (dor em hipocôndrio direito pós-prandial, náuseas, vômitos, calafrios, sinal de Murphy positivo), agravado por comorbidades como obesidade, hipertensão e diabetes. Isso configura uma emergência abdominal que requer avaliação e manejo hospitalar imediato.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das causas mais comuns de abdome agudo inflamatório, com maior incidência em mulheres, obesos e pacientes com comorbidades como diabetes. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações. O diagnóstico é baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, além do sinal de Murphy positivo ao exame físico. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, evidenciando espessamento da parede da vesícula, cálculos e líquido perivesicular. Pacientes com fatores de risco como obesidade e diabetes podem ter quadros mais graves. A conduta inicial para colecistite aguda é o encaminhamento de urgência ao pronto-socorro para avaliação e manejo hospitalar. O tratamento inclui hidratação venosa, analgesia, antibióticos e, na maioria dos casos, colecistectomia (geralmente laparoscópica), preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas para reduzir riscos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da colecistite aguda?

A colecistite aguda tipicamente se manifesta com dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, frequentemente pós-prandial, irradiando para o dorso ou escápula, associada a náuseas, vômitos, febre e o sinal de Murphy positivo.

Qual a importância do sinal de Murphy no diagnóstico da colecistite aguda?

O sinal de Murphy é um achado clássico no exame físico da colecistite aguda, caracterizado por uma interrupção súbita da inspiração profunda quando o examinador palpa o hipocôndrio direito, indicando inflamação da vesícula biliar.

Por que a colecistite aguda requer encaminhamento de urgência ao pronto-socorro?

A colecistite aguda é uma emergência cirúrgica que pode evoluir para complicações graves como perfuração da vesícula, peritonite, sepse ou fístulas. O manejo precoce em ambiente hospitalar é fundamental para o diagnóstico definitivo e tratamento adequado, geralmente cirúrgico.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo