INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma paciente com 40 anos, hipertensa, diabética e obesa mórbida, é atendida em uma unidade básica de saúde, queixando-se de dor em hipocôndrio direito, pós-prandial, há aproximadamente 24 horas. Relata início súbito, tipo cólica, constante, com piora progressiva e irradiação para dorso ipsilateral, associada a náuseas, vômitos e calafrios. Ao exame físico, notam-se: fácies de sofrimento, abdome globoso, flácido, depressível, sinal de Murphy presente, sinal de Blumberg ausente.Diante desse caso, a conduta médica deve ser
Dor HD + Murphy + febre/calafrios em obesa/diabética → Colecistite Aguda → PS Urgência.
A paciente apresenta um quadro clínico clássico de colecistite aguda (dor em hipocôndrio direito pós-prandial, náuseas, vômitos, calafrios, sinal de Murphy positivo), agravado por comorbidades como obesidade, hipertensão e diabetes. Isso configura uma emergência abdominal que requer avaliação e manejo hospitalar imediato.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das causas mais comuns de abdome agudo inflamatório, com maior incidência em mulheres, obesos e pacientes com comorbidades como diabetes. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações. O diagnóstico é baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, além do sinal de Murphy positivo ao exame físico. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, evidenciando espessamento da parede da vesícula, cálculos e líquido perivesicular. Pacientes com fatores de risco como obesidade e diabetes podem ter quadros mais graves. A conduta inicial para colecistite aguda é o encaminhamento de urgência ao pronto-socorro para avaliação e manejo hospitalar. O tratamento inclui hidratação venosa, analgesia, antibióticos e, na maioria dos casos, colecistectomia (geralmente laparoscópica), preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas para reduzir riscos.
A colecistite aguda tipicamente se manifesta com dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, frequentemente pós-prandial, irradiando para o dorso ou escápula, associada a náuseas, vômitos, febre e o sinal de Murphy positivo.
O sinal de Murphy é um achado clássico no exame físico da colecistite aguda, caracterizado por uma interrupção súbita da inspiração profunda quando o examinador palpa o hipocôndrio direito, indicando inflamação da vesícula biliar.
A colecistite aguda é uma emergência cirúrgica que pode evoluir para complicações graves como perfuração da vesícula, peritonite, sepse ou fístulas. O manejo precoce em ambiente hospitalar é fundamental para o diagnóstico definitivo e tratamento adequado, geralmente cirúrgico.
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