UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Mulher de 56 anos chegou ao hospital com dor no hipocôndrio D, náuseas, febre de 37,8ºC e icterícia ++/4+. A suspeita clínica foi de colecistite aguda.Nesse caso, o exame de imagem de escolha para a avaliação inicial da paciente é:\n
Dor em hipocôndrio direito + Febre + Murphy (+) → USG Abdominal é o exame inicial.
A ultrassonografia é o exame de escolha inicial para suspeita de colecistite devido à alta sensibilidade para cálculos e sinais inflamatórios da parede vesicular.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente secundária à obstrução do ducto cístico por um cálculo. O quadro clínico clássico envolve dor persistente no hipocôndrio direito, febre e leucocitose. A ultrassonografia abdominal permanece como o método de triagem inicial preferencial devido ao seu baixo custo, ausência de radiação ionizante e alta acurácia na identificação de colelitíase e sinais de inflamação parietal. O manejo definitivo costuma ser a colecistectomia videolaparoscópica, idealmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas do início dos sintomas).
Os principais sinais incluem a presença de cálculos impactados no infundíbulo ou colo vesicular, espessamento da parede da vesícula (> 4mm), líquido pericolecístico, distensão da vesícula e o sinal de Murphy ultrassonográfico (dor à compressão da vesícula com o transdutor).
A cintilografia biliar é considerada o exame mais sensível para colecistite aguda (padrão-ouro diagnóstico), mas é reservada para casos onde a ultrassonografia é inconclusiva, pois é menos disponível e mais demorada que a USG.
Não. A icterícia sugere complicações como coledocolitíase associada ou a Síndrome de Mirizzi (compressão do ducto hepático comum por um cálculo no ducto cístico ou infundíbulo). Nesses casos, exames adicionais como colangiorressonância podem ser necessários.
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