Colecistite Aguda e Coledocolitíase: Quando Investigar?

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026

Enunciado

Mulher, 58 anos, hipertensa e obesa, procura o pronto-socorro com dor abdominal há 24 horas, localizada inicialmente no epigástrio e, nas últimas 8 horas, concentrada no hipocôndrio direito. Refere febre não aferida, náuseas e dois episódios de vômitos biliosos. Relata três episódios semelhantes nos últimos 6 meses, autolimitados, sempre após refeições volumosas. Nega colúria e acolia fecal. No exame físico na admissão apresenta: temperatura 38,3ºC, frequência cardíaca 96 batimentos por minuto, pressão arterial 120/82 mmHg. Abdome globoso, doloroso à palpação profunda em hipocôndrio direito, sinal de Murphy presente, sem defesa difusa. Os exames laboratoriais evidenciam: Leucócitos: 14900 mm3 (neutrófilos 84%) Proteína C Reativa (PCR): 82 mg/L Bilirrubina total: 2,1 mg/dL (Bilirrubina direta 1,4 mg/dL) Aspartato aminotransferase (AST): 92 U/L Alanina aminotransferase (ALT): 96 U/L Fosfatase alcalina (FA): 210 U/L Gama glutamil transferase (GGT): 220 U/L O ultrassom abdominal mostrou vesícula distendida, parede espessada (5,2 mm), cálculo de 1,6 cm impactado no colo, líquido pericolecístico discreto. Colédoco medindo 8 mm, sem cálculo visível na via biliar. Durante a observação no pronto-socorro, a paciente mantém estabilidade hemodinâmica, com dor controlada por analgesia e sem sinais de sepse. Qual é a conduta mais apropriada neste caso?

Alternativas

  1. A) Antibiótico + colecistectomia laparoscópica sem investigação adicional.
  2. B) Antibiótico + investigação complementar da via biliar antes da colecistectomia.
  3. C) Antibiótico + CPRE imediata seguida de colecistectomia laparoscópica.
  4. D) Antibiótico + colecistostomia percutânea guiada por imagem.

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