Colecistite Aguda: Achados Ultrassonográficos Cruciais

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 34 anos de idade, procura o pronto socorro com queixa de dor em abdome superior há 12 horas. Refere náuseas, vômitos, hiporexia e piora da dor após alimentação. Relata, também , quadros prévios de dor abdominal após libação alimentar. Ao exame físico, bom estado geral, corada, Temperatura axilar: 38,2ºC, FC: 92bpm, PA: 122x78mmHg, FR: 18imp; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome globoso às custas de panículo adiposo, flácido e com dor de forte intensidade à palpação de hipocôndrio direito. Diante desse caso clínico,Indique o principal achado na ultrassonografia de abdome superior, realizada para auxiliar na confirmação do diagnóstico.

Alternativas

  1. A) Edema pancreático com presença de líquido peripancreático.
  2. B) Hepatomegalia com liquido pericapsular.
  3. C) Cálculo impactado no infundíbulo da vesícula biliar.
  4. D) Espessamento parietal gástrico e Líquido livre perigástrico.

Pérola Clínica

Dor em HD + Febre + Murphy (+) → USG: Cálculo impactado no infundíbulo + parede espessada.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é causada em >90% dos casos pela obstrução do ducto cístico por um cálculo, levando a inflamação e edema da parede da vesícula.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma das principais causas de abdome agudo inflamatório na prática médica. Sua fisiopatologia envolve a obstrução mecânica e persistente do fluxo biliar, geralmente por um cálculo no infundíbulo ou ducto cístico. Isso desencadeia uma cascata inflamatória na mucosa da vesícula, mediada por mediadores químicos, podendo evoluir para isquemia parietal e infecção bacteriana secundária. A ultrassonografia é o exame de escolha inicial devido à sua alta sensibilidade, baixo custo e ausência de radiação. O achado de cálculo impactado é o marcador fisiopatológico da doença. O manejo adequado é fundamental para prevenir complicações graves como a perfuração da vesícula, peritonite biliar, abscesso pericolecístico ou a formação de fístulas colecistoentéricas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios ultrassonográficos para colecistite aguda?

Os principais achados incluem a presença de cálculos biliares (especialmente se impactados no infundíbulo ou ducto cístico), espessamento da parede da vesícula (> 3-4 mm), líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo, que é a dor provocada pela compressão da vesícula com o transdutor.

Qual a diferença entre colelitíase e colecistite no exame físico?

A colelitíase (pedra na vesícula) causa cólica biliar, uma dor autolimitada que cede com analgésicos. A colecistite aguda apresenta dor persistente (geralmente > 6h), febre, leucocitose e o sinal de Murphy clássico: a interrupção súbita da inspiração profunda durante a palpação do hipocôndrio direito.

Qual o tratamento padrão-ouro para colecistite aguda?

O tratamento definitivo é a colecistectomia videolaparoscópica precoce, idealmente realizada nas primeiras 72 horas do início dos sintomas. O manejo inicial inclui jejum, hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia para cobrir germes gram-negativos e anaeróbios.

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