Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Paciente com 45 anos de idade, anictérica, hidratada, hipertensa leve, dá entrada na sala de emergência com dor no hipocôndrio direito há 2 horas após jantar em uma churrascaria. Realizada ultrassonografia e exames laboratoriais chegando ao diagnóstico de colecistite aguda. O melhor tratamento a ser instituído é:
Colecistite aguda → Colecistectomia videolaparoscópica precoce (24-72h) é o tratamento de escolha.
A colecistectomia videolaparoscópica precoce é o tratamento padrão-ouro para colecistite aguda, idealmente realizada dentro de 24 a 72 horas do início dos sintomas. Essa abordagem reduz as taxas de complicação, o tempo de internação e a conversão para cirurgia aberta.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a estase biliar, inflamação e, frequentemente, infecção bacteriana secundária. É uma das causas mais comuns de dor abdominal aguda que requer internação hospitalar e intervenção cirúrgica. A epidemiologia está ligada à colelitíase, sendo mais prevalente em mulheres, obesos e pacientes acima de 40 anos. O diagnóstico é baseado na tríade de dor em hipocôndrio direito, febre e leucocitose, associada a achados ultrassonográficos típicos, como espessamento da parede da vesícula biliar, líquido pericolecístico e sinal de Murphy ultrassonográfico. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, que leva ao aumento da pressão intraluminal, isquemia da parede da vesícula e inflamação. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. O tratamento de escolha para a colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica. A cirurgia precoce, realizada nas primeiras 24 a 72 horas do início dos sintomas, é associada a menores taxas de complicação, menor tempo de internação e menor risco de conversão para cirurgia aberta. A antibioticoterapia intravenosa é geralmente iniciada para cobrir patógenos entéricos comuns, mas é um tratamento adjuvante e não substitui a remoção cirúrgica da vesícula biliar.
Os principais sinais e sintomas incluem dor intensa e persistente no hipocôndrio direito, frequentemente irradiando para o ombro ou dorso, náuseas, vômitos, febre e sinal de Murphy positivo ao exame físico.
A antibioticoterapia é indicada para cobrir possíveis infecções bacterianas secundárias, mas não é o tratamento definitivo. Ela é um adjuvante à colecistectomia, especialmente em casos de colecistite moderada a grave, e deve ser iniciada precocemente.
A colecistectomia videolaparoscópica deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 24 a 72 horas do início dos sintomas, para reduzir o risco de complicações como perfuração e facilitar o procedimento cirúrgico devido à menor inflamação local.
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