HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Sobre a colecistopatia, é INCORRETO afirmar que:
Colecistite aguda: colecistectomia laparoscópica é a via de escolha, com baixa taxa de conversão para via aberta.
A colecistectomia laparoscópica é o padrão ouro para o tratamento da colecistite aguda, sendo preferível à via aberta devido a menores taxas de morbidade, tempo de internação e recuperação. A taxa de conversão para cirurgia aberta é significativamente menor que 50%, tornando a afirmação da questão incorreta.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colecistite calculosa), presente em cerca de 90-95% dos casos. É uma condição comum que se manifesta com dor no quadrante superior direito do abdome, febre, náuseas e vômitos. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, elevação de PCR) e, principalmente, por imagem, sendo a ultrassonografia o exame de escolha. O tratamento da colecistite aguda é primariamente cirúrgico, com a colecistectomia. A colecistectomia laparoscópica é o padrão ouro e a via de escolha para a maioria dos pacientes, devido aos seus benefícios em relação à cirurgia aberta, como menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e melhores resultados estéticos. A taxa de conversão de laparoscópica para aberta, embora presente, é geralmente baixa (inferior a 10-15% na maioria das séries) e não justifica a escolha inicial da via aberta. A cirurgia deve ser realizada preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas para reduzir o risco de complicações. As complicações da colecistite aguda incluem perfuração da vesícula biliar, gangrena, abscesso pericolecístico e fístulas. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui outras causas de dor abdominal aguda. É essencial que os residentes compreendam a fisiopatologia, o diagnóstico e o manejo da colecistite aguda, incluindo a preferência pela abordagem laparoscópica e as indicações para conversão à cirurgia aberta, para garantir um tratamento eficaz e seguro aos pacientes.
As complicações da colecistite aguda incluem perfuração da vesícula biliar (que pode levar a peritonite), formação de abscesso pericolecístico, fístula colecistoentérica, íleo biliar e gangrena da vesícula biliar. A perfuração é uma complicação grave, mas não é a mais comum, ocorrendo em uma minoria dos casos.
O diagnóstico diferencial da colecistite aguda é amplo e inclui pancreatite aguda, hepatite aguda, apendicite aguda (especialmente em casos de apêndice retrocecal alto), úlcera péptica perfurada, pielonefrite, pneumonia de base direita e síndrome de Mirizzi. A história clínica, exame físico e exames de imagem são cruciais para a diferenciação.
A ultrassonografia é o método de imagem de escolha para detectar cálculos biliares. Eles aparecem como estruturas ecogênicas (brilhantes) dentro da luz da vesícula biliar, que se movem com a mudança de posição do paciente e, caracteristicamente, produzem uma sombra acústica posterior, que é a ausência de ecos atrás do cálculo.
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