USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2022
Mulher, 43 anos de idade, foi admitida no serviço de emergência devido a dor no hipocôndrio direito. Ao exame físico apresentava sinal de Murphy positivo.Tem hipertensão arterial e diabete melito controlados com medicamentos. Realizados exames bioquímicos que evidenciaram leucograma de 14.373/mm³ e PCR de 45 mg/L. O ultrassom evidenciou espessamento e delaminação da parede da vesícula biliar, com cálculo impactado no infundíbulo. Foi submetida a colecistectomia laparoscópica que evidenciou intenso processo inflamatório perivesicular. Realizada punção da vesícula, com saída de bile escura. Neste cenário, qual é o tempo de antibiótico preconizado?
Colecistite aguda sem complicação grave → colecistectomia + ATB profilático por ≤ 24h.
Em casos de colecistite aguda não complicada, onde a cirurgia (colecistectomia) é realizada e a fonte da infecção é removida, a antibioticoterapia profilática ou de curta duração (até 24 horas) é geralmente suficiente. A continuidade por mais tempo é reservada para casos com infecção mais grave ou complicações.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a estase biliar, inflamação e, frequentemente, infecção bacteriana secundária. É uma condição comum que requer tratamento cirúrgico, geralmente colecistectomia laparoscópica. A importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e tratamento oportunos para evitar complicações como perfuração, gangrena ou sepse. O diagnóstico é baseado em dor no hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula, cálculos e líquido perivesicular. A antibioticoterapia é um componente essencial do tratamento, visando cobrir os patógenos entéricos mais comuns (Escherichia coli, Klebsiella, Enterococcus). A duração da antibioticoterapia pós-colecistectomia para colecistite aguda é um ponto crucial. Em casos de colecistite aguda não complicada, onde a cirurgia removeu a fonte da infecção e não há evidência de infecção residual ou sistêmica grave, a antibioticoterapia profilática ou de curta duração (geralmente até 24 horas após a cirurgia) é considerada suficiente. A extensão do tratamento antibiótico por mais tempo é reservada para situações mais complexas, como colecistite gangrenosa, perfurada, empiema da vesícula, colangite associada, ou pacientes com sepse ou imunocomprometidos, onde a infecção é mais disseminada ou grave.
A antibioticoterapia é indicada em todos os casos de colecistite aguda, especialmente na presença de sinais de infecção sistêmica, para cobrir bactérias entéricas comuns.
Para colecistite aguda não complicada, onde a cirurgia remove a fonte da infecção, a antibioticoterapia é geralmente descontinuada em até 24 horas após a colecistectomia.
Fatores que justificam antibioticoterapia prolongada incluem colecistite gangrenosa, perfurada, empiema de vesícula, colangite associada, ou pacientes imunocomprometidos ou com sepse.
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