Colecistite Aguda: Manejo e Diretrizes de Tokyo

HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2023

Enunciado

O manejo da colecistite aguda tem passado por mudanças nas últimas décadas. Atualmente, são utilizadas as Diretrizes de Tokyo para critérios de diagnóstico e classificação da gravidade da colecistite aguda e da colangite aguda. Considerando essas diretrizes, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Mesmo em casos precoces e não graves. é óbvio que as bactérias desempenham um papel significativo na patologia encontrada.
  2. B) O tratamento cirúrgico deve ser feito, impreterivelmente, dentro das 72 horas após o diagnóstico.
  3. C) Nesses casos, a conduta é padrão, independentemente da gravidade do caso e do paciente.
  4. D) Idealmente, a cirurgia deve ser realizada por cirurgião experiente em laparoscopia.
  5. E) A terapia antimicrobiana para pacientes com colecistite aguda de grau I e II deve ser mantida por sete dias.

Pérola Clínica

Colecistite aguda: cirurgia laparoscópica precoce por cirurgião experiente é o padrão-ouro, guiada pelas Diretrizes de Tokyo.

Resumo-Chave

As Diretrizes de Tokyo estratificam a colecistite aguda por gravidade (Graus I, II, III) e orientam o manejo. A colecistectomia laparoscópica precoce (preferencialmente nas primeiras 72h) é a abordagem ideal, e a experiência do cirurgião é crucial para o sucesso e segurança do procedimento.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que requer atenção médica e, frequentemente, intervenção cirúrgica. As Diretrizes de Tokyo (TG18/TG13) são amplamente aceitas e fornecem um guia padronizado para o diagnóstico, classificação da gravidade e manejo da colecistite e colangite agudas, sendo essenciais para a prática clínica e para a preparação de residentes. A classificação de gravidade da colecistite aguda pelas Diretrizes de Tokyo divide os casos em Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (grave), baseando-se em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. Essa estratificação é crucial para determinar a urgência e a modalidade do tratamento. Embora a infecção bacteriana seja uma complicação comum, a colecistite aguda inicial pode ser estéril, com a infecção ocorrendo secundariamente à estase biliar e isquemia. O tratamento padrão-ouro para a colecistite aguda é a colecistectomia laparoscópica, idealmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas do início dos sintomas) por um cirurgião experiente. A antibioticoterapia é indicada, especialmente em casos de gravidade moderada a grave ou quando há suspeita de infecção. Em pacientes de alto risco ou com colecistite grave, outras opções como drenagem percutânea da vesícula biliar podem ser consideradas antes da cirurgia definitiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de diagnóstico da colecistite aguda pelas Diretrizes de Tokyo?

Os critérios incluem sinais locais de inflamação (sinal de Murphy, massa no QSD), sinais sistêmicos de inflamação (febre, leucocitose, PCR elevada) e achados de imagem (espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico).

Qual a importância da classificação de gravidade da colecistite aguda?

A classificação em Grau I (leve), II (moderada) e III (grave) orienta a urgência e o tipo de tratamento, desde colecistectomia precoce até drenagem e tratamento conservador em casos mais graves ou pacientes de alto risco.

Quando a colecistectomia laparoscópica é contraindicada na colecistite aguda?

Contraindicações relativas incluem inflamação muito extensa, fístula colecistoentérica, coagulopatia grave, cirurgias abdominais prévias extensas ou condições clínicas que impeçam a anestesia geral. Em alguns casos, a conversão para cirurgia aberta pode ser necessária.

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