UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Uma senhora, com 56 anos de idade, procura o serviço de urgência por causa de dor epigástrica súbita com intensidade 7, numa escala de 0 a 10, em que 10 indica a dor mais severa, acompanhada de náuseas e vômitos, que vem piorando nas últimas 18 horas. Ela nega ingestão alcoólica, tem diabetes melito tipo 2 há 5 anos, fazendo uso regular de gliclazida 30mg 2 x dia. No último ano apresentou episódios semelhantes com menor intensidade sem relação com a alimentação. No exame de abdome existe dor à palpação profunda no quadrante superior direito, sinal de Jobert negativo, espaço de Traube livre, ruídos hidroaéreos discretamente diminuídos. A temperatura axilar é de 38,5ºC encontra-se corada, anictérica e hemodinamicamente estável. De acordo com o caso acima, é correto afirmar que:
Dor QSD + febre + náuseas/vômitos → Colecistite Aguda → USG abdominal de urgência para confirmação.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por obstrução do ducto cístico por um cálculo. A apresentação clássica inclui dor no quadrante superior direito, febre e leucocitose. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico e deve ser realizada com urgência.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando à estase biliar e inflamação. É uma condição comum, especialmente em pacientes com colelitíase, e requer atenção médica urgente devido ao risco de complicações como perfuração, gangrena ou sepse. Pacientes diabéticos podem ter apresentações atípicas e maior risco de complicações. Clinicamente, manifesta-se por dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome ou epigástrio, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos e febre. O exame físico pode revelar dor à palpação no QSD e sinal de Murphy positivo. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, demonstrando cálculos, espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento inicial envolve analgesia, hidratação venosa e antibióticos. A colecistectomia é o tratamento definitivo, preferencialmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) para reduzir o risco de complicações. A ausência de icterícia não exclui o diagnóstico, pois a icterícia é mais sugestiva de coledocolitíase.
Os principais sintomas incluem dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome ou epigástrio, frequentemente irradiando para o ombro direito ou dorso, acompanhada de náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy é um achado clássico ao exame físico.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para o diagnóstico de colecistite aguda, revelando cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico, que é a dor à compressão da vesícula com o transdutor.
A colecistite aguda se diferencia pela localização da dor (QSD), febre e achados ultrassonográficos. Outras causas como pancreatite (dor irradiada para dorso, elevação de amilase/lipase) ou úlcera péptica (história de dispepsia, melhora com antiácidos) têm características clínicas e laboratoriais distintas.
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