Colecistite Aguda em Diabéticos: Manejo e Urgência Cirúrgica

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 45 anos, diabética tipo II controlada com insulina NPH, apresenta dor no quadrante superior direito há 24 horas, acompanhada de febre e vômitos. O exame físico revela dor à palpação no quadrante superior direito. O ultrassom abdominal mostra cálculos na vesícula biliar e espessamento da parede da vesícula. O próximo passo mais adequado no manejo desta paciente, dentre os abaixo, é:

Alternativas

  1. A) Colecistectomia laparoscópica de urgência.
  2. B) Colecistostomia.
  3. C) Observação e alta com analgésicos.
  4. D) Antibióticos e alta para acompanhamento ambulatorial.
  5. E) Colecistectomia laparoscópica eletiva.

Pérola Clínica

Colecistite aguda + diabetes = Colecistectomia laparoscópica de urgência (risco de complicações).

Resumo-Chave

Pacientes diabéticos com colecistite aguda têm maior risco de complicações graves (gangrena, perfuração) e devem ser submetidos à colecistectomia laparoscópica de urgência, preferencialmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que requer atenção, especialmente em pacientes com comorbidades como o diabetes mellitus tipo II. A epidemiologia mostra que pacientes diabéticos têm maior incidência de colelitíase e maior risco de complicações da colecistite. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, levando à estase biliar, inflamação e infecção secundária. Em diabéticos, a resposta inflamatória e a cicatrização podem ser comprometidas, aumentando o risco de gangrena, perfuração e abscesso. O diagnóstico é clínico (dor em QSD, febre, vômitos, Murphy positivo) e confirmado por ultrassonografia (cálculos, espessamento da parede, líquido perivesicular). O tratamento padrão-ouro para colecistite aguda é a colecistectomia laparoscópica. Em pacientes diabéticos, a cirurgia de urgência (nas primeiras 72 horas) é fortemente recomendada devido ao maior risco de complicações, mesmo que a doença pareça inicialmente leve. O manejo inclui estabilização clínica, antibioticoterapia e, subsequentemente, a remoção cirúrgica da vesícula biliar para prevenir recorrências e complicações graves.

Perguntas Frequentes

Por que a colecistite aguda em diabéticos é mais grave?

Pacientes diabéticos têm maior risco de complicações como gangrena, perfuração e sepse devido à imunossupressão e microangiopatia, justificando uma abordagem mais agressiva.

Qual o momento ideal para a colecistectomia na colecistite aguda?

A colecistectomia laparoscópica precoce, idealmente nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, é recomendada para reduzir morbidade e mortalidade, especialmente em pacientes de alto risco como diabéticos.

Quais achados ultrassonográficos sugerem colecistite aguda?

Achados incluem cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula (>3-4 mm), líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico positivo.

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