TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
De acordo com o "Guideline de Tokyo 2018", qual alternativa apresenta corretamente um diagnóstico definitivo para colecistite aguda?
TG18 Definitivo = Sinal Local (Murphy/Massa) + Sinal Sistêmico (Febre/PCR/Leuco) + Imagem Positiva.
O diagnóstico definitivo de colecistite aguda pelo Guideline de Tokyo 2018 exige a presença de um sinal de inflamação local, um sinal de inflamação sistêmica e a confirmação por exames de imagem.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente secundária à obstrução do ducto cístico por um cálculo (colecistite calculosa). O Guideline de Tokyo 2018 (TG18) padronizou os critérios diagnósticos para evitar subdiagnósticos e tratamentos inadequados. Os critérios são divididos em três categorias: (A) Sinais locais de inflamação, (B) Sinais sistêmicos de inflamação e (C) Achados de imagem. Para o diagnóstico definitivo, é obrigatória a presença de um item de cada categoria. No caso da alternativa correta, o 'Murphy USG' preenche o critério C (imagem), a 'massa em hipocôndrio direito' preenche o critério A (local) e a 'leucocitose' preenche o critério B (sistêmico). Essa sistematização permite não apenas o diagnóstico, mas também a classificação da gravidade (Graus I, II e III), o que orienta a urgência da intervenção cirúrgica.
Os sinais de inflamação local (Item A) incluem o Sinal de Murphy positivo (dor à palpação do hipocôndrio direito durante a inspiração profunda) ou a presença de dor, sensibilidade ou uma massa palpável no hipocôndrio direito. O Murphy ultrassonográfico, que é a dor provocada pela pressão do transdutor diretamente sobre a vesícula biliar, também é um achado local extremamente sensível e específico para o diagnóstico de colecistite aguda.
Os achados de imagem (Item C) que confirmam a colecistite aguda incluem o espessamento da parede da vesícula biliar (> 4 mm), aumento do diâmetro da vesícula (eixo longo > 8 cm ou curto > 4 cm), presença de cálculos biliares ou debris, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico. A ultrassonografia é o exame de primeira linha, mas a TC de abdome e a cintilografia biliar (HIDA scan) também podem ser utilizadas em casos de dúvida diagnóstica.
Um diagnóstico suspeito é feito quando o paciente apresenta um item de inflamação local (A) e um item de inflamação sistêmica (B), como febre, leucocitose ou PCR elevada. O diagnóstico torna-se definitivo quando, além dos itens A e B, há a confirmação por achados de imagem característicos (Item C). Portanto, a tríade A+B+C é necessária para a certeza diagnóstica e planejamento da colecistectomia.
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