SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Paciente de 50 anos, sexo feminino, procura atendimento de urgência por dor abdominal. Refere que estava assintomática até 12 horas antes, quando passou a apresentar desconforto leve em quadrante abdominal superior direito, que progrediu, ao longo de 4 horas, para dor de grande intensidade. Refere alguns episódios de vômitos nesse período. Ao exame físico, apresentava temperatura de 38 ºC, pressão arterial de 130 x 90 mmHg; anictérica; ausculta cardiopulmonar normal; abdome flácido, dolorido e com parada de movimentos respiratórios à palpação profunda de hipocôndrio direito. Qual dos exames abaixo representa a condição clínica apresentada pela paciente?
Dor QSD + febre + Murphy positivo + USG com cálculos e espessamento = Colecistite Aguda.
A paciente apresenta um quadro clássico de colecistite aguda, caracterizado por dor intensa no quadrante superior direito, febre, vômitos e sinal de Murphy positivo. A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, evidenciando cálculos biliares e espessamento da parede da vesícula.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma das causas mais comuns de abdome agudo biliar, afetando principalmente mulheres de meia-idade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são essenciais para prevenir complicações graves. O diagnóstico é baseado na tríade clássica de dor no quadrante superior direito, febre e leucocitose, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. O sinal de Murphy positivo ao exame físico é um achado altamente sugestivo. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, revelando cálculos, espessamento da parede vesicular, líquido pericolecístico e, por vezes, o sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento da colecistite aguda geralmente envolve medidas de suporte, como jejum, hidratação e analgesia, além de antibioticoterapia para cobrir germes entéricos. A colecistectomia laparoscópica é o tratamento definitivo, preferencialmente realizada nas primeiras 72 horas do início dos sintomas para reduzir a morbidade.
Os critérios incluem dor no quadrante superior direito, febre, leucocitose e achados de imagem (geralmente ultrassonografia) como cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula (>4mm), líquido pericolecístico e sinal de Murphy ultrassonográfico.
O sinal de Murphy é a interrupção súbita da inspiração profunda do paciente devido à dor aguda ao palpar o hipocôndrio direito, sob o rebordo costal, enquanto o paciente inspira. É um achado clínico sugestivo de colecistite aguda.
O tratamento inicial envolve jejum, hidratação venosa, analgésicos e antibióticos de amplo espectro. A colecistectomia laparoscópica é o tratamento definitivo, idealmente realizada precocemente (nas primeiras 72 horas).
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