Colecistite Aguda: Critérios de Gravidade do Consenso de Tóquio

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

A colecistite é uma das principais causas, inflamatório cirúrgica, de busca de atendimento em serviços de emergencia. De acordo com consenso de Tokyo (2018) para avaliação da gravidade da colecistite aguda, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Os critérios utilizados dizem respeito apenas aos achados operatórios.
  2. B) Os critérios utilizados dizem respeito à alteração da função renal, à ultrassonografia e aos achados operatórios.
  3. C) Os critérios utilizados dizem respeito ao grau de icterícia, à febre e aos achados operatórios.
  4. D) Os critérios utilizados dizem respeito às alterações encontradas.
  5. E) Os critérios utilizados dizem respeito a sinais do exame físico, aos sinais de inflamação sistêmicos e aos sinais inflamatórios nos exames de imagem.

Pérola Clínica

Consenso de Tóquio 2018 para colecistite aguda classifica gravidade por sinais locais, sistêmicos e achados de imagem.

Resumo-Chave

O Consenso de Tóquio 2018 (TG18) para colecistite aguda estabelece critérios diagnósticos e de gravidade baseados em três categorias principais: A (sinais locais de inflamação), B (sinais de inflamação sistêmica) e C (achados de imagem característicos). A gravidade é estratificada em Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (grave) com base na presença e combinação desses critérios.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma condição inflamatória comum da vesícula biliar, frequentemente causada por obstrução do ducto cístico por cálculos biliares. É uma das emergências cirúrgicas abdominais mais frequentes, exigindo diagnóstico e manejo rápidos para prevenir complicações graves como perfuração, peritonite e sepse. A estratificação da gravidade é crucial para guiar a conduta terapêutica, que pode variar de tratamento conservador a colecistectomia de urgência. O Consenso de Tóquio (Tokyo Guidelines) é uma ferramenta internacionalmente aceita para o diagnóstico e manejo da colecistite aguda. A versão de 2018 (TG18) refina os critérios diagnósticos e de gravidade, categorizando-os em sinais locais, sistêmicos e achados de imagem. Essa abordagem sistemática permite uma avaliação mais precisa do paciente, auxiliando na decisão sobre o timing da cirurgia e a necessidade de suporte intensivo. Para residentes, é imperativo dominar os critérios do TG18, pois eles orientam a conduta clínica, desde a indicação de antibióticos até a escolha da abordagem cirúrgica (colecistectomia precoce vs. tardia). A identificação precoce de casos graves (Grau III) é vital para iniciar medidas de suporte e prevenir a deterioração do paciente, enquanto a distinção entre Grau I e II influencia o manejo perioperatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios do Consenso de Tóquio para colecistite aguda?

Os critérios do Consenso de Tóquio (TG18) para colecistite aguda são divididos em três categorias: A (sinais locais, como sinal de Murphy positivo, massa em QSD), B (sinais de inflamação sistêmica, como febre, leucocitose, PCR elevada) e C (achados de imagem, como espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico).

Como o Consenso de Tóquio classifica a gravidade da colecistite aguda?

A gravidade é classificada em Grau I (leve), Grau II (moderada) e Grau III (grave). O Grau I não atende aos critérios de Grau II ou III. O Grau II inclui leucocitose acentuada, massa palpável, duração >72h ou inflamação local acentuada. O Grau III envolve disfunção de órgãos (cardiovascular, neurológica, respiratória, renal, hepática, hematológica).

Qual a importância da ultrassonografia na avaliação da colecistite aguda pelo Consenso de Tóquio?

A ultrassonografia é fundamental, pois fornece os critérios de imagem (categoria C) que confirmam a inflamação da vesícula biliar, como espessamento da parede vesicular (>4mm), líquido pericolecístico, cálculo impactado e sinal de Murphy ultrassonográfico.

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