Colecistite Aguda: Fatores de Risco e Diagnóstico

Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023

Enunciado

Em relação à colecistite aguda assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A alitiásica geralmente é desencadeada por lautas refeições
  2. B) A presença de icterícia confirma a presença de coledocolitíase
  3. C) Na colecistite alitiásica o tratamento se baseia na suspensão da dieta e cuidados gerais
  4. D) O diabetes melito em paciente portador de colecistolitíase é um fator predisponente à instalação de colecistite

Pérola Clínica

Diabetes Mellitus ↑ risco de colecistite em pacientes com colecistolitíase.

Resumo-Chave

A colecistite aguda é frequentemente associada à colecistolitíase. O diabetes mellitus é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de colecistite em pacientes com cálculos biliares, devido a alterações na motilidade da vesícula e maior suscetibilidade a infecções.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, sendo a causa mais comum de dor abdominal aguda no quadrante superior direito. Na vasta maioria dos casos (cerca de 90-95%), é causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colecistite calculosa ou litiásica), levando a estase biliar, inflamação e, frequentemente, infecção bacteriana secundária. Fatores de risco para colecistolitíase, como sexo feminino, idade avançada, obesidade e gravidez, também aumentam o risco de colecistite aguda. O diabetes mellitus é um fator predisponente importante, pois pacientes diabéticos apresentam maior risco de colecistite devido a alterações na motilidade da vesícula biliar, neuropatia autonômica e maior suscetibilidade a infecções. A colecistite alitiásica, por outro lado, é menos comum e ocorre em pacientes criticamente enfermos, sem a presença de cálculos. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos (dor em QSD, febre, Murphy positivo), laboratoriais (leucocitose, PCR elevada) e de imagem (ultrassonografia abdominal). A icterícia, embora sugestiva de coledocolitíase, pode ocorrer em colecistite aguda sem cálculos no colédoco, devido à inflamação local. O tratamento geralmente envolve jejum, hidratação, analgesia, antibioticoterapia e colecistectomia, preferencialmente precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para colecistite aguda?

Os principais fatores de risco incluem colecistolitíase (cálculos biliares), obesidade, sexo feminino, idade avançada, gravidez, perda de peso rápida e condições como diabetes mellitus.

A colecistite alitiásica é desencadeada por lautas refeições?

Não, a colecistite alitiásica geralmente ocorre em pacientes gravemente enfermos, como aqueles em terapia intensiva, com trauma grave, queimaduras, sepse ou nutrição parenteral prolongada, e não por lautas refeições.

A presença de icterícia em colecistite aguda sempre indica coledocolitíase?

Não necessariamente. Embora a icterícia seja um forte sinal de coledocolitíase, ela pode ocorrer em colecistite aguda grave devido à inflamação que comprime o ducto hepático comum (Síndrome de Mirizzi) ou em casos de disfunção hepática associada.

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