Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
Em relação à colecistite aguda assinale a alternativa CORRETA:
Diabetes Mellitus ↑ risco de colecistite em pacientes com colecistolitíase.
A colecistite aguda é frequentemente associada à colecistolitíase. O diabetes mellitus é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de colecistite em pacientes com cálculos biliares, devido a alterações na motilidade da vesícula e maior suscetibilidade a infecções.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, sendo a causa mais comum de dor abdominal aguda no quadrante superior direito. Na vasta maioria dos casos (cerca de 90-95%), é causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colecistite calculosa ou litiásica), levando a estase biliar, inflamação e, frequentemente, infecção bacteriana secundária. Fatores de risco para colecistolitíase, como sexo feminino, idade avançada, obesidade e gravidez, também aumentam o risco de colecistite aguda. O diabetes mellitus é um fator predisponente importante, pois pacientes diabéticos apresentam maior risco de colecistite devido a alterações na motilidade da vesícula biliar, neuropatia autonômica e maior suscetibilidade a infecções. A colecistite alitiásica, por outro lado, é menos comum e ocorre em pacientes criticamente enfermos, sem a presença de cálculos. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos (dor em QSD, febre, Murphy positivo), laboratoriais (leucocitose, PCR elevada) e de imagem (ultrassonografia abdominal). A icterícia, embora sugestiva de coledocolitíase, pode ocorrer em colecistite aguda sem cálculos no colédoco, devido à inflamação local. O tratamento geralmente envolve jejum, hidratação, analgesia, antibioticoterapia e colecistectomia, preferencialmente precoce.
Os principais fatores de risco incluem colecistolitíase (cálculos biliares), obesidade, sexo feminino, idade avançada, gravidez, perda de peso rápida e condições como diabetes mellitus.
Não, a colecistite alitiásica geralmente ocorre em pacientes gravemente enfermos, como aqueles em terapia intensiva, com trauma grave, queimaduras, sepse ou nutrição parenteral prolongada, e não por lautas refeições.
Não necessariamente. Embora a icterícia seja um forte sinal de coledocolitíase, ela pode ocorrer em colecistite aguda grave devido à inflamação que comprime o ducto hepático comum (Síndrome de Mirizzi) ou em casos de disfunção hepática associada.
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