Colecistite Aguda: Achados Ultrassonográficos Essenciais

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Uma paciente de 34 anos dá entrada no setor de emergência queixando-se de dor em hipocôndrio e ombro direito, associada a febre baixa e vômitos. Refere início do quadro há cerca de 24 horas. Foi solicitada ultrassonografia das vias biliares, que foi sugestiva de colecistite aguda por apresentar o seguinte achado:

Alternativas

  1. A) Cálculo com sombra acústica. 
  2. B) Calcificação parietal.
  3. C) Halo hipoecoico.
  4. D) Lama biliar.

Pérola Clínica

Colecistite aguda na USG → espessamento parede, líquido pericolecístico, sinal Murphy USG+, halo hipoecoico (edema).

Resumo-Chave

A ultrassonografia é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de colecistite aguda. O achado de um halo hipoecoico na parede da vesícula biliar é altamente sugestivo de edema inflamatório, um dos critérios ultrassonográficos para colecistite aguda, juntamente com o espessamento da parede e a presença de líquido pericolecístico.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a um quadro de dor em hipocôndrio direito, febre e vômitos. É uma das emergências abdominais mais comuns e seu diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. A ultrassonografia das vias biliares é o exame de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade, além de ser não invasiva e amplamente disponível. Os achados ultrassonográficos que sugerem colecistite aguda incluem o espessamento da parede da vesícula biliar (geralmente >3-4mm), a presença de líquido pericolecístico, o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo e, de forma característica, o "halo hipoecoico", que representa o edema inflamatório da parede. A distinção entre colelitíase simples e colecistite aguda é crucial para o manejo. Enquanto a colelitíase pode ser assintomática ou causar cólica biliar, a colecistite aguda requer tratamento mais agressivo, frequentemente cirúrgico. Residentes devem dominar a interpretação desses achados ultrassonográficos para um diagnóstico e conduta adequados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios ultrassonográficos para colecistite aguda?

Os critérios incluem espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4mm), líquido pericolecístico, sinal de Murphy ultrassonográfico positivo e, em alguns casos, halo hipoecoico (edema da parede).

O que o halo hipoecoico na ultrassonografia da vesícula biliar indica?

O halo hipoecoico representa o edema inflamatório da parede da vesícula biliar, um sinal característico de colecistite aguda.

Como diferenciar colelitíase de colecistite aguda na ultrassonografia?

A colelitíase é a presença de cálculos. A colecistite aguda, além dos cálculos, apresenta sinais de inflamação da parede da vesícula, como espessamento, edema (halo hipoecoico) e dor à compressão com o transdutor (Murphy ultrassonográfico).

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