HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Luisa 42 anos de idade, foi admitida no serviço de emergência devido a dor no hipocôndrio direito. Ao exame físico apresentava sinal de Murphy positivo. Tem hipertensão arterial e diabete melito controlados com medicamentos. Realizados exames bioquímicos que evidenciaram leucograma de 14,373/mm³ e PCR de 45mg/L. O ultrassom evidenciou espessamento e delaminação da parede da vesícula biliar, com cálculo impactado no infundíbulo. Foi submetida a colecistectomia laparoscópica que evidenciou intenso processo inflamatório perivesicular. Realizada punção da vesícula, com saída de bile escura. Neste cenário, qual é o tempo de antibiótico preconizado?
Colecistite aguda sem sinais de infecção sistêmica grave ou perfuração → ATB profilático por até 24h pós-colecistectomia.
Em casos de colecistite aguda não complicada, onde a cirurgia é realizada prontamente e não há evidência de infecção sistêmica grave, perfuração ou abscesso, a antibioticoterapia profilática ou de curta duração (até 24 horas pós-operatório) é suficiente. A bile escura indica inflamação, mas não necessariamente infecção sistêmica prolongada.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição comum que se manifesta com dor no hipocôndrio direito, febre, náuseas e vômitos. O diagnóstico é clínico, laboratorial (leucocitose, PCR elevado) e por imagem (ultrassonografia). O tratamento definitivo da colecistite aguda é a colecistectomia, preferencialmente por via laparoscópica. A antibioticoterapia é parte integrante do manejo, visando cobrir bactérias entéricas gram-negativas e anaeróbios. No entanto, a duração da antibioticoterapia depende da gravidade da infecção e da presença de complicações. Em casos de colecistite aguda não complicada, onde a cirurgia é realizada precocemente e a fonte de infecção é removida, a antibioticoterapia profilática ou de curta duração (até 24 horas pós-operatório) é geralmente suficiente. A prolongação desnecessária dos antibióticos pode levar a resistência bacteriana e efeitos adversos sem benefício adicional.
A antibioticoterapia é indicada em todos os casos de colecistite aguda para cobrir potenciais bactérias entéricas, especialmente em pacientes com sinais de infecção sistêmica, imunocomprometidos ou com risco de complicações.
Em casos de colecistite aguda não complicada, onde a fonte de infecção é removida cirurgicamente, a antibioticoterapia pode ser descontinuada em até 24 horas após a colecistectomia.
Uma colecistite aguda é considerada não complicada quando não há evidência de gangrena, perfuração, abscesso perivesicular, fístula ou sepse grave. Os critérios de Tokyo auxiliam na classificação da gravidade.
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