Colecistite Aguda: Diagnóstico e Sintomas Chave

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023

Enunciado

Maria de 37 anos vem ao pronto-socorro do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde com dor no epigástrio irradiada para o hipocôndrio direito, que se iniciou algumas horas após o jantar. Diz que já teve alguns episódios semelhantes, que se resolviam em poucas horas. No entanto, agora a dor não passa. Diz ter tido febre (não mediu) e um episódio de vômito não bilioso. Qual é a causa mais provável da dor desta senhora?

Alternativas

  1. A) Apendicite aguda.
  2. B) Pancreatite aguda.
  3. C) Colecistite aguda.
  4. D) Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis.
  5. E) Coledocolitíase.

Pérola Clínica

Dor epigástrica/HCD pós-prandial, febre, vômito, histórico similar = Colecistite aguda.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor no epigástrio irradiada para o hipocôndrio direito, que se inicia após o jantar, com febre, vômito e histórico de episódios semelhantes, é altamente sugestivo de colecistite aguda, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar (colelitíase). É uma condição comum que requer atenção médica e, frequentemente, intervenção cirúrgica. A epidemiologia mostra maior prevalência em mulheres, pessoas obesas, multíparas e com mais de 40 anos (regra dos '4 Fs': female, fat, fertile, forty). A compreensão de sua apresentação clínica é vital para o diagnóstico precoce e manejo adequado. O quadro clínico típico envolve dor abdominal no quadrante superior direito ou epigástrio, que pode ser constante e intensa, frequentemente irradiando para o ombro direito ou dorso. A dor é classicamente precipitada por refeições gordurosas. Sintomas associados incluem náuseas, vômitos, febre e, no exame físico, o sinal de Murphy positivo (dor à palpação do hipocôndrio direito durante a inspiração profunda). O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que pode revelar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e um sinal de Murphy ultrassonográfico. O tratamento inicial envolve repouso intestinal, hidratação venosa, analgesia e antibioticoterapia para cobrir germes entéricos. O tratamento definitivo é a colecistectomia, preferencialmente laparoscópica, que deve ser realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) para reduzir complicações e o tempo de internação. Para residentes, a capacidade de diagnosticar e manejar a colecistite aguda é uma habilidade essencial, pois é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da colecistite aguda?

Os sintomas clássicos da colecistite aguda incluem dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome ou epigástrio, que pode irradiar para o ombro direito ou dorso. Frequentemente, é acompanhada de náuseas, vômitos, febre e leucocitose. A dor geralmente piora após refeições gordurosas.

Como a colecistite aguda é geralmente diagnosticada?

O diagnóstico da colecistite aguda é baseado na tríade de dor abdominal típica, febre e leucocitose, associada a achados de imagem. A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, mostrando cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula biliar, líquido pericolecístico e um sinal de Murphy ultrassonográfico positivo.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da colecistite aguda?

Os principais diagnósticos diferenciais incluem pancreatite aguda, úlcera péptica perfurada, hepatite aguda, apendicite retrocecal, pneumonia de base direita e cólica biliar. A história clínica detalhada, exame físico e exames complementares são cruciais para a diferenciação.

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