Colecistite Aguda: Complicações e Manejo da Vesícula Biliar

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Sobre complicações da colecistite aguda, assinalar a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Quando há empiema de vesícula biliar, a colecistostomia percutânea é contraindicada.
  2. B) A perfuração da vesícula biliar no quadro agudo pode ocorrer já aos três dias de evolução do quadro e pode ser localizada com abscesso perivesicular, perfuração livre com peritonite generalizada ou perfuração para outro órgão, com formação de fístula.
  3. C) As fístulas decorrentes da colecistite geralmente não causam sintomas, a não ser que a vesícula biliar ainda esteja parcialmente obstruída por cálculos ou cicatrizes.
  4. D) Os dois pilares da terapia para colecistite aguda são antibióticos e descompressão biliar.

Pérola Clínica

Empiema de vesícula biliar → colecistostomia percutânea é uma opção de descompressão, NÃO contraindicada.

Resumo-Chave

A colecistostomia percutânea é um procedimento de descompressão biliar que pode ser indicado em pacientes com colecistite aguda grave, especialmente aqueles com alto risco cirúrgico ou com complicações como empiema de vesícula biliar, onde a cirurgia imediata é contraindicada ou adiada. Portanto, afirmar que é contraindicada no empiema é incorreto.

Contexto Educacional

A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. Embora a maioria dos casos responda ao tratamento conservador inicial e à colecistectomia eletiva, complicações graves podem ocorrer, aumentando significativamente a morbimortalidade. O reconhecimento e manejo dessas complicações são cruciais na prática médica. As complicações incluem empiema da vesícula biliar (presença de pus), perfuração (que pode ser localizada com abscesso, livre com peritonite generalizada ou para outro órgão formando fístula), colecistite gangrenosa e fístulas bilioentéricas. O empiema e a perfuração são emergências que exigem intervenção. A perfuração pode ocorrer precocemente na evolução do quadro, e as fístulas, embora muitas vezes assintomáticas, podem causar problemas se houver obstrução residual. Os pilares do tratamento da colecistite aguda são a antibioticoterapia para controlar a infecção e a descompressão biliar, que pode ser cirúrgica (colecistectomia) ou percutânea (colecistostomia). A colecistostomia percutânea é uma opção vital para pacientes de alto risco ou com empiema, pois permite a drenagem da vesícula biliar, estabilizando o paciente antes de uma cirurgia definitiva. Portanto, é incorreto afirmar que a colecistostomia percutânea é contraindicada no empiema; na verdade, é uma indicação importante.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais complicações da colecistite aguda?

As principais complicações da colecistite aguda incluem empiema da vesícula biliar (pus na vesícula), perfuração da vesícula biliar (com abscesso perivesicular ou peritonite), colecistite gangrenosa, fístulas bilioentéricas e, raramente, íleo biliar.

Em que situações a colecistostomia percutânea é indicada na colecistite aguda?

A colecistostomia percutânea é indicada em pacientes com colecistite aguda grave que apresentam alto risco cirúrgico (comorbidades significativas, instabilidade hemodinâmica) ou naqueles com empiema ou gangrena da vesícula biliar, servindo como uma ponte para a colecistectomia definitiva em um segundo momento.

Como a perfuração da vesícula biliar pode se manifestar?

A perfuração da vesícula biliar pode se manifestar de três formas: localizada com formação de abscesso perivesicular, perfuração livre com peritonite biliar generalizada (mais grave) ou perfuração para um órgão adjacente, formando uma fístula (ex: colecistoentérica).

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