UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
A correta definição do diagnóstico de colecistite aguda é essencial para o adequado tratamento. Segundo o Consenso de Tokyo (2018), define-se colecistite aguda suspeita quando o paciente apresenta
Colecistite aguda suspeita (Tokyo 2018) = dor HD + febre.
O Consenso de Tokyo 2018 define colecistite aguda suspeita pela presença de dor no hipocôndrio direito e febre, que são critérios inflamatórios sistêmicos e locais, antes da confirmação por imagem ou outros sinais.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar. É uma condição cirúrgica comum e o diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado. O Consenso de Tokyo 2018 (TG18) e 2013 (TG13) estabeleceu critérios diagnósticos e de gravidade amplamente aceitos, que são essenciais para padronizar a abordagem clínica e de pesquisa. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, levando à estase biliar, aumento da pressão intraluminal e inflamação da parede da vesícula. O diagnóstico de colecistite aguda suspeita, segundo o TG18, é definido pela presença de dor no hipocôndrio direito e febre. Esses são os critérios iniciais que levam à suspeita clínica, antes mesmo da confirmação por exames de imagem ou outros sinais mais específicos. O tratamento da colecistite aguda geralmente envolve antibioticoterapia e colecistectomia, preferencialmente precoce. O prognóstico depende da gravidade da inflamação e da presença de complicações. Pontos de atenção incluem a diferenciação de outras causas de dor abdominal superior direita e a aplicação correta dos critérios de Tokyo para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento.
Os critérios são divididos em A (sinais locais de inflamação), B (sinais sistêmicos de inflamação) e C (achados de imagem). O diagnóstico definitivo requer pelo menos um critério de cada grupo A e B, mais um critério de imagem.
O sinal de Murphy é a interrupção súbita da inspiração profunda durante a palpação do hipocôndrio direito. É um sinal local de inflamação da vesícula biliar e um dos critérios do grupo A do Consenso de Tokyo.
A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha para colecistite aguda, podendo identificar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo