SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Mulher 40 anos com dor epigástrica e em HD recorrentes, iniciada após a ingesta de alimentos gordurosos, seguido por náuseas e vômitos. No dia seguinte foi a unidade básica de saúde atendinda por médico da família que evidenciou dor a palpação de HD, com sinal de Murphy positivo. Qual a conduta a ser realizada diante da principal hipótese diagnóstica:
Dor HD + Murphy + náuseas/vômitos pós-gordura → Colecistite Aguda = Analgesia, ATB, USG, Cirurgia.
A colecistite aguda é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente precipitada por cálculos biliares que obstruem o ducto cístico. A apresentação clássica inclui dor em hipocôndrio direito (HD) ou epigástrio, exacerbada após refeições gordurosas, náuseas, vômitos e sinal de Murphy positivo. A conduta inicial envolve analgesia, antieméticos, antibioticoterapia e ultrassonografia abdominal para confirmação diagnóstica, seguida de avaliação cirúrgica para colecistectomia.
A colecistite aguda é uma das emergências abdominais mais comuns, sendo a principal causa de dor abdominal em hipocôndrio direito que requer hospitalização. Na maioria dos casos (90-95%), é causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando à inflamação da parede da vesícula. A colecistite alitiásica, sem cálculos, é menos comum e geralmente associada a pacientes gravemente enfermos. A apresentação clínica típica inclui dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para o ombro direito ou escápula, náuseas, vômitos e febre. O sinal de Murphy positivo é um achado semiológico de grande valor. Laboratorialmente, pode haver leucocitose e elevação discreta de enzimas hepáticas. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, evidenciando cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e sinal de Murphy ultrassonográfico. O manejo da colecistite aguda é inicialmente clínico, com estabilização do paciente, controle da dor e infecção. A antibioticoterapia é indicada para cobrir bactérias entéricas. O tratamento definitivo é a colecistectomia, preferencialmente laparoscópica, que deve ser realizada precocemente (nas primeiras 72 horas) para reduzir o risco de complicações e o tempo de internação. Residentes devem estar aptos a diagnosticar e iniciar o manejo adequado dessa condição, encaminhando o paciente para avaliação cirúrgica oportuna.
O diagnóstico de colecistite aguda é baseado na presença de dor em hipocôndrio direito, sinal de Murphy positivo, febre, leucocitose e achados ultrassonográficos como espessamento da parede da vesícula biliar, cálculos impactados no ducto cístico e líquido perivesicular.
O sinal de Murphy é um achado clássico da colecistite aguda, caracterizado por uma interrupção súbita da inspiração profunda do paciente devido à dor intensa quando o examinador palpa o hipocôndrio direito, sob o rebordo costal, indicando inflamação da vesícula biliar.
A conduta inicial inclui jejum, hidratação venosa, analgesia (geralmente com anti-inflamatórios não esteroides ou opioides), antieméticos, antibioticoterapia empírica (com cobertura para gram-negativos e anaeróbios) e solicitação de ultrassonografia abdominal para confirmação diagnóstica e avaliação cirúrgica.
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