HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Sobre colecistite acalculosa, assinale a alternativa incorreta:
Colecistite acalculosa = mais comum em homens e pacientes graves, não em mulheres como a calculosa.
A colecistite acalculosa é uma inflamação aguda da vesícula biliar sem a presença de cálculos, geralmente associada a pacientes criticamente enfermos. Ao contrário da colecistite calculosa, que tem preponderância feminina, a forma acalculosa é mais comum em homens e em situações de estresse fisiológico.
A colecistite acalculosa é uma inflamação aguda da vesícula biliar na ausência de cálculos biliares, representando cerca de 5-10% de todos os casos de colecistite aguda. É uma condição grave, frequentemente associada a pacientes criticamente enfermos em unidades de terapia intensiva, com alta morbimortalidade. Sua importância reside na dificuldade diagnóstica e na necessidade de intervenção rápida. A patogenia envolve múltiplos fatores, incluindo isquemia da parede da vesícula biliar, estase biliar, infecção bacteriana secundária, disfunção da motilidade vesicular e ativação da cascata inflamatória. Os sinais e sintomas podem ser inespecíficos, dificultando o diagnóstico em pacientes já debilitados. A ultrassonografia é o método de imagem inicial, mas a tomografia computadorizada ou a cintilografia biliar (HIDA scan) podem ser úteis em casos duvidosos. O tratamento da colecistite acalculosa é predominantemente cirúrgico, com a colecistectomia de urgência sendo a abordagem padrão ouro, devido ao risco elevado de complicações como gangrena e perfuração. Em pacientes com alto risco cirúrgico, a colecistostomia percutânea para drenagem da vesícula biliar pode ser uma opção temporária ou definitiva. O manejo agressivo é crucial para melhorar o prognóstico desses pacientes.
Os fatores de risco incluem condições de estresse fisiológico grave, como trauma grave, queimaduras extensas, sepse, grandes cirurgias, nutrição parenteral total prolongada, imunossupressão e doenças vasculares, sendo mais comum em homens e idosos.
O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas. A ultrassonografia é o exame de escolha, buscando sinais como espessamento da parede da vesícula biliar, líquido pericolecístico, lama biliar e sinal de Murphy ultrassonográfico, na ausência de cálculos.
O tratamento padrão é a colecistectomia imediata, devido ao alto risco de gangrena e perfuração da vesícula biliar. Em pacientes instáveis ou com alto risco cirúrgico, a colecistostomia percutânea pode ser uma alternativa para drenagem da vesícula.
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