HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
Uma paciente de 44 anos de idade queixa-se de dor abdominal, principalmente em hipocôndrio direito, que se iniciou há dois dias. Relata febre de 38 ºC, associada ao quadro, além de náuseas. Ao exame, encontrava-se em bom estado geral, desidratada +/4+, anictérica, com abdome plano, flácido, doloroso à palpação em hipocôndrio direito e com defesa em hipocôndrio direito. Realizou hemograma, que mostrou 14.500 leucócitos (normal até 10.000), bilirrubinas totais de 0,7 (normal até 1) e amilase de 137 (normal até 110). Fez ultrassom, que mostrou vesícula aumentada de volume, com múltiplos cálculos de até 1,2 cm em seu interior e com paredes delaminadas e com espessura de 6 mm. Com base nesse caso hipotético e nos conceitos médicos a ele associados, julgue o item a seguir. Em comparação com o tratamento pela técnica aberta, a colecistectomia videolaparoscópica para tratamento da doença litiásica tem vantagens.
Colecistectomia Laparoscópica = Padrão-ouro → ↓ Dor pós-op, ↓ Internação e retorno precoce às atividades.
A técnica videolaparoscópica é superior à técnica aberta por reduzir a resposta inflamatória sistêmica, minimizar complicações de parede abdominal e acelerar a recuperação clínica.
A colecistectomia videolaparoscópica (CVL) consolidou-se como o padrão-ouro para o tratamento da doença calculosa biliar desde a década de 1990. A técnica utiliza pneumoperitônio e pinças delicadas, permitindo uma visualização magnificada das estruturas do triângulo de Calot (ducto cístico, artéria cística e borda inferior do fígado). Além dos benefícios estéticos e de recuperação, a CVL reduz a incidência de íleo paralítico pós-operatório e complicações respiratórias, pois evita grandes incisões abdominais que restringem a mecânica ventilatória por dor. Em casos de colecistite aguda, a cirurgia precoce por via laparoscópica é recomendada pelas diretrizes de Tóquio, desde que realizada por equipe experiente.
As principais vantagens incluem menor dor no pós-operatório imediato, menor tempo de internação hospitalar (muitas vezes com alta em menos de 24 horas), retorno mais rápido às atividades laborais e melhores resultados estéticos devido às pequenas incisões.
A conversão não deve ser vista como falha, mas como decisão prudente. É indicada quando a anatomia biliar não está clara (devido a aderências ou inflamação intensa), quando há sangramento incontrolável por vídeo ou suspeita de lesão iatrogênica complexa.
Sim, a técnica videolaparoscópica apresenta taxas significativamente menores de infecção de sítio cirúrgico e de hérnias incisionais quando comparada à técnica aberta (laparotomia subcostal ou mediana), devido ao menor trauma tecidual.
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