Manejo Pós-Colangite: Quando Realizar a Colecistectomia?

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 65 anos apresenta-se ao departamento de emergência com estado mental alterado. A família relata que ela estava reclamando da dor no quadrante superior direito do abdome, antes de tornar-se alterada mentalmente. Na chegada, ela tem uma temperatura de 39°C, frequência cardíaca de 112 batimentos por minuto e a pressão arterial sistólica é de 80 mmHg, apesar da infusão de cristaloides. No exame físico, ela está visivelmente ictérica e apresenta dor no quadrante superior direito do abdome. Iniciou-se Piperacilina/Tazobactam e foi admitida na unidade de terapia intensiva para monitoramento invasivo e suporte com vasopressores. A paciente descrita é submetida a CPRE com remoção bem-sucedida do cálculo. Um colangiograma de controle é realizado, demonstrando ausência de outros defeitos de enchimento na árvore biliar. Seu quadro séptico se resolve rapidamente e ela é transferida para a enfermaria. O que é verdade em relação ao seu tratamento posterior?

Alternativas

  1. A) Considerando que uma esfincterotomia foi realizada durante a CPRE, não há indicação para colecistectomia, pois a coledocolitíase recorrente é rara após a esfincterotomia.
  2. B) A colecistectomia deve ser realizada imediatamente após a CPRE, de preferência sob a mesma anestesia.
  3. C) A colecistectomia pode ser adiada por enquanto, mas deve ser realizada se ele sofrer outro episódio de coledocolitíase ou colangite.
  4. D) A colecistectomia deve ser realizada durante esta internação, assim que o paciente esteja estabilizado e recuperado de seu quadro séptico.

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