AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
A colelitíase é uma das doenças cirúrgicas mais prevalentes na nossa sociedade e o tratamento geralmente é cirúrgico, através de colecistectomia, que pode ser realizada de maneira convencional ou através de técnicas minimamente invasivas. Sobre este procedimento, analise as assertivas abaixo: I. A colecistectomia laparoscópica resulta em incisões menores, menos dor e menor tempo de hospitalização, quando comparada à colecistectomia aberta, porém está contraindicada nos quadros de inflamação aguda. II. Dentre as contraindicações relativas a colecistectomia laparoscópica estão a incapacidade de tolerar a anestesia geral, doença hepática terminal com hipertensão portal e insuficiência cardíaca congestiva. III. Um ponto de referência útil para identificação da artéria cística é o linfonodo sobrejacente, conhecido como linfonodo de Mascagni. IV. Na colecistectomia convencional a identificação precoce e a ligadura da artéria cística limitam a perda sanguínea durante o procedimento, mas pode se comprovar difícil nos casos associados a colecistite aguda. Estão corretas as assertivas:
Linfonodo de Mascagni = Referência para artéria cística no triângulo de Calot.
A colecistectomia laparoscópica é o padrão-ouro para colelitíase. O conhecimento da anatomia (Triângulo de Calot) e marcos como o linfonodo de Mascagni são essenciais para a segurança biliar.
A colecistectomia evoluiu drasticamente com o advento da videolaparoscopia, reduzindo a morbidade pós-operatória e o tempo de internação. A 'Cultura de Segurança na Colecistectomia' enfatiza a obtenção da 'Visão Crítica de Segurança' de Strasberg, que exige a limpeza do triângulo de Calot e a visualização de apenas duas estruturas entrando na vesícula: o ducto cístico e a artéria cística. O linfonodo de Mascagni é um guia valioso, mas a variabilidade anatômica da árvore biliar e vascular exige cautela extrema. Em casos de inflamação intensa (colecistite aguda), a dissecção pode ser difícil, aumentando o risco de lesão iatrogênica do ducto biliar comum, o que pode exigir a conversão para cirurgia aberta ou técnicas de colecistectomia subtotal.
Também conhecido como linfonodo de Calot, é um linfonodo sentinela localizado no triângulo hepatocístico. Ele serve como um marco anatômico importante para a identificação da artéria cística, que geralmente passa profundamente ou próxima a ele.
Atualmente, existem poucas contraindicações absolutas (como coagulopatia incurável). Contraindicações relativas incluem hipertensão portal grave, doença hepática terminal, insuficiência cardíaca descompensada e incapacidade de tolerar pneumoperitônio ou anestesia geral.
Na técnica convencional (aberta) ou laparoscópica, a identificação e ligadura precoce da artéria cística ajudam a manter o campo cirúrgico limpo e reduzem o risco de hemorragia inadvertida durante a dissecção da vesícula do leito hepático.
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