Doenças Biliares: Manejo e Técnicas Cirúrgicas

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2021

Enunciado

A colelitíase é a patologia cirúrgica abdominal mais comum no idoso. A sua incidência progride com a da idade. A prevalência global é de 9 % na população em geral, nos idosos de 60 a 69 é de 21% e na faixa etária acima de 70 anos, acomete 27,5% dos indivíduos.Sobre as doenças biliares assinale a alternativa correta:I. A colecistectomia videolaparoscópica é preferencialmente realizada com anestesia raquidiana ou peridural.II. A tríade de Charcot, presente na colangite aguda, consiste em dor abdominal, icterícia e leucocitose.III. A Visão Crítica da Segurança (CVS), técnica mais recentemente utilizada em vários programas de ensino para redução dos riscos de lesões de via biliar na colecistectomia videolaparoscópica, consiste em: exposição do triângulo de Calot, com dissecção de todo o tecido, exceto o ducto e artéria císticos, que são individualizados até que a entrada dos mesmos na vesícula biliar se torne clara associado à exposição do terço inferior do leito hepático (leito vesicular).IV. A CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) geralmente é um método efetivo para o tratamento da coledocolitíase. Estão corretos os itens:

Alternativas

  1. A) I, II, III e IV
  2. B) I e IV
  3. C) III e IV
  4. D) I, II, III

Pérola Clínica

Colecistectomia videolaparoscópica → anestesia geral. Tríade de Charcot = dor, icterícia, febre.

Resumo-Chave

A colecistectomia videolaparoscópica requer anestesia geral. A Visão Crítica da Segurança é fundamental para prevenir lesões de via biliar. A CPRE é o tratamento padrão-ouro para coledocolitíase.

Contexto Educacional

As doenças biliares, como a colelitíase e suas complicações, são condições cirúrgicas abdominais frequentes, especialmente em idosos. A colecistectomia videolaparoscópica é o tratamento padrão-ouro para colelitíase sintomática, e é fundamental que os residentes compreendam os detalhes técnicos e anestésicos. A anestesia geral é a modalidade preferencial para este procedimento, permitindo o pneumoperitônio e o relaxamento muscular necessários para uma cirurgia segura. No manejo das complicações, como a colangite aguda, o reconhecimento da Tríade de Charcot (dor abdominal, icterícia e febre) é crucial para o diagnóstico rápido. A leucocitose é um achado laboratorial comum, mas não faz parte da tríade semiológica clássica. A prevenção de lesões de via biliar durante a colecistectomia é uma prioridade, e a técnica da Visão Crítica da Segurança (CVS), que envolve a identificação precisa das estruturas do triângulo de Calot, é amplamente ensinada para minimizar esses riscos. Para o tratamento da coledocolitíase, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é um método altamente eficaz e frequentemente a primeira linha de tratamento. A CPRE permite a remoção dos cálculos do ducto biliar comum, aliviando a obstrução e prevenindo complicações graves como a colangite e a pancreatite biliar. O domínio desses conceitos é essencial para a prática cirúrgica e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo de anestesia preferencial para colecistectomia videolaparoscópica?

A colecistectomia videolaparoscópica é preferencialmente realizada sob anestesia geral, devido à necessidade de pneumoperitônio para criar espaço de trabalho e ao relaxamento muscular adequado.

Quais são os componentes da Tríade de Charcot na colangite aguda?

A Tríade de Charcot, um sinal clássico de colangite aguda, consiste em dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia e febre.

O que é a Visão Crítica da Segurança (CVS) na colecistectomia?

A Visão Crítica da Segurança (CVS) é uma técnica cirúrgica que visa prevenir lesões de via biliar na colecistectomia, exigindo a exposição clara do triângulo de Calot, individualização do ducto e artéria císticos até sua entrada na vesícula, e exposição do terço inferior do leito hepático.

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