UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Parabéns! Você está no seu primeiro dia da residência de Cirurgia Geral e iniciando pelo estágio de cirurgias eletivas. Foi designado para entrar como auxiliar em uma colecistectomia videolaparoscópica com o preceptor chefe da residência, pois o R2 está afastado com covid-19. Marque a alternativa que corresponde ao local correto para passagem dos trocateres para essa cirurgia:
Colecistectomia videolaparoscópica: trocateres padrão em quadrante superior direito e epigástrio para triangulação ideal.
A disposição dos trocateres na colecistectomia videolaparoscópica é crucial para uma boa ergonomia e exposição do campo cirúrgico. Geralmente envolve um trocater umbilical para a câmera, um epigástrico e dois no flanco direito, permitindo a triangulação adequada dos instrumentos.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns e um marco na formação do residente de Cirurgia Geral. Sua importância reside na alta prevalência de colelitíase e na curva de aprendizado para técnicas minimamente invasivas. Dominar os princípios básicos, como o posicionamento dos trocateres, é fundamental para a segurança do paciente e o sucesso da cirurgia. A técnica laparoscópica exige uma compreensão tridimensional do campo operatório e uma coordenação motora apurada. O posicionamento estratégico dos trocateres permite a triangulação ideal dos instrumentos, facilitando a dissecção e a hemostasia. A escolha dos locais de inserção é baseada na anatomia do paciente, no tamanho da vesícula biliar e na experiência do cirurgião, visando sempre a melhor exposição e manipulação. O treinamento em colecistectomia laparoscópica prepara o residente para uma ampla gama de procedimentos minimamente invasivos. A familiaridade com os equipamentos, a técnica de insuflação e a identificação de estruturas anatômicas críticas, como o triângulo de Calot, são pilares para evitar complicações graves, como a lesão da via biliar principal. A prática constante e a supervisão são essenciais para o desenvolvimento dessas habilidades.
Os pontos de referência incluem a cicatriz umbilical (para o trocater da câmera), o epigástrio (subxifoide) e dois pontos no quadrante superior direito (linha hemiclavicular e linha axilar anterior), variando ligeiramente conforme a técnica e a anatomia do paciente.
A correta disposição garante uma triangulação adequada dos instrumentos, otimiza a ergonomia do cirurgião, melhora a visualização do campo operatório e minimiza o risco de lesões iatrogênicas, tornando o procedimento mais seguro e eficiente.
As complicações podem incluir lesão de vasos sanguíneos (grandes vasos abdominais), lesão de órgãos ocos (intestino, bexiga), hérnia incisional no local do trocater, infecção e dor pós-operatória. A técnica cuidadosa é fundamental para preveni-las.
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