UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Sobre a litíase da vesícula, é incorreto afirmar:
Colecistectomia videolaparoscópica é segura e preferível no 2º trimestre da gravidez para colecistite aguda refratária.
A colecistectomia videolaparoscópica é o tratamento de escolha para colecistite aguda na gravidez que não responde ao tratamento clínico. O segundo trimestre é considerado o período mais seguro para a cirurgia, minimizando riscos maternos e fetais.
A litíase biliar é uma condição comum que pode se manifestar ou piorar durante a gravidez devido às alterações hormonais e fisiológicas que afetam a motilidade da vesícula biliar e a composição da bile. A colecistite aguda é a complicação mais frequente e pode exigir intervenção cirúrgica. A fisiopatologia envolve a estase biliar e a supersaturação da bile com colesterol, levando à formação de cálculos. O diagnóstico é clínico e ultrassonográfico. Quando o tratamento clínico (analgesia, hidratação, antibióticos) falha ou há complicações, a cirurgia pode ser necessária. O segundo trimestre é o período preferencial para a colecistectomia videolaparoscópica, pois o risco de aborto é menor que no primeiro trimestre e o útero não está tão grande quanto no terceiro, facilitando o acesso cirúrgico. A colecistectomia videolaparoscópica é a abordagem preferencial devido à menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida, com riscos maternos e fetais comparáveis ou menores que a cirurgia aberta. É crucial um manejo multidisciplinar com obstetra e cirurgião para otimizar os resultados.
O segundo trimestre da gravidez (entre 13 e 28 semanas) é geralmente considerado o período mais seguro para realizar cirurgias abdominais não obstétricas, como a colecistectomia, devido à menor taxa de aborto espontâneo e parto prematuro.
Sim, a colecistectomia videolaparoscópica é considerada segura e o tratamento de escolha para colecistite aguda na gravidez que não responde ao manejo clínico, especialmente quando realizada no segundo trimestre.
As indicações incluem colecistite aguda grave ou recorrente, pancreatite biliar e coledocolitíase, especialmente quando o tratamento clínico falha em controlar os sintomas ou há risco de complicações.
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