PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Sobre a dissecção cirúrgica durante a colecistectomia videolaparoscópica nas colecistites agudas, é CORRETO afirmar:
Lesões biliares e vasculares graves ↑ após conversão para cirurgia aberta devido à distorção anatômica prévia.
A conversão para cirurgia aberta em colecistites difíceis frequentemente ocorre quando a anatomia já está irreconhecível, o que predispõe a lesões iatrogênicas graves.
A colecistectomia videolaparoscópica é o padrão-ouro para o tratamento da colelitíase e colecistite, mas exige rigor técnico para evitar a temida lesão de via biliar (LVB). A 'Visão Crítica de Segurança' preconiza a limpeza do triângulo hepatocístico de todo tecido gorduroso e fibroso, expondo apenas duas estruturas entrando na vesícula: o ducto cístico e a artéria cística.\n\nEm casos de colecistite aguda, o processo inflamatório pode causar o 'síndrome de contração', onde o ducto cístico se torna muito curto ou fundido ao hepático comum. Nesses cenários, a insistência na dissecção laparoscópica ou a conversão tardia para via aberta sem pontos de referência claros são os momentos de maior vulnerabilidade para o erro iatrogênico. O conhecimento anatômico preciso é a maior ferramenta de prevenção.
A conversão em si não causa a lesão, mas ela geralmente ocorre em casos de inflamação intensa, fibrose ou anatomia distorcida (como na colecistite aguda grave). Estudos mostram que as lesões mais graves ocorrem justamente nesses cenários onde o cirurgião, ao tentar converter para 'segurança', já se depara com planos de clivagem perdidos, aumentando o risco de danos ao ducto hepático comum ou artéria hepática.
O triângulo hepatocístico (ou de Calot modificado) é delimitado inferiormente pelo ducto cístico, medialmente pelo ducto hepático comum e superiormente pela borda inferior (superfície) do fígado. A identificação precisa desses limites é o primeiro passo para a 'Visão Crítica de Segurança' de Strasberg.
A causa mais comum não são as variações anatômicas congênitas, mas sim a falha na percepção visual e interpretação errônea da anatomia pelo cirurgião. Frequentemente, o ducto hepático comum é confundido com o ducto cístico devido à tração excessiva ou inflamação, levando à ligadura inadvertida da via biliar principal.
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