HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2024
Marque a opção CORRETA. Durante uma colecistectomia considerada difícil, com gangrena de vesícula, a opção da realização de colecistectomia à Torek significa:
Colecistectomia à Torek = Colecistectomia subtotal, deixando parede posterior da vesícula aderida ao fígado.
A colecistectomia à Torek é uma técnica de colecistectomia subtotal utilizada em casos de colecistite aguda grave ou vesícula gangrenosa, onde a dissecção completa é arriscada devido à inflamação intensa e risco de lesão da via biliar.
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos abdominais mais comuns, frequentemente realizada para tratar colelitíase sintomática e suas complicações, como a colecistite aguda. Em casos de colecistite aguda grave, vesícula gangrenosa, ou anatomia distorcida por inflamação crônica, a dissecção completa da vesícula pode ser extremamente desafiadora e associada a um risco aumentado de lesão da via biliar. Nessas situações, a colecistectomia subtotal, como a técnica "à Torek", emerge como uma alternativa mais segura. Esta técnica envolve a ressecção da maior parte da vesícula biliar, deixando a parede posterior aderida ao leito hepático. O ducto cístico é ligado ou clipado, e a mucosa remanescente da parede posterior é cauterizada para prevenir a formação de mucocele. A principal vantagem da colecistectomia à Torek é a redução significativa do risco de lesão da via biliar principal, uma complicação devastadora. Embora possa haver um risco ligeiramente maior de vazamento biliar ou recorrência de cálculos no coto da vesícula, esses riscos são geralmente considerados aceitáveis em comparação com os perigos de uma dissecção completa em um cenário de alta dificuldade. A drenagem da cavidade é frequentemente utilizada para monitorar possíveis vazamentos.
É indicada em colecistites agudas graves, vesículas gangrenosas, fístulas colecistoentéricas, cirrose avançada, ou quando a dissecção do triângulo de Calot é extremamente difícil e arriscada devido à inflamação ou aderências.
O principal objetivo é remover a porção doente da vesícula e aliviar a inflamação, minimizando o risco de lesão iatrogênica da via biliar principal, que é maior em cirurgias difíceis.
Existem dois tipos principais: a colecistectomia subtotal "fenestrada" (tipo Torek), onde a parede posterior é deixada in situ, e a colecistectomia subtotal "reconstituinte", onde o coto da vesícula é fechado.
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