UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
As lesões iatrogênicas das vias biliares consequentes à colecistectomia videolaparoscópica podem implicar em importante morbiletalidade hospitalar e procedimentos complementares para seu tratamento. A política de colecistectomia segura tem sido defendida como um conjunto de estratégias voltadas para minimizar a possibilidade de tais lesões. Em relação à colecistectomia segura, marque ''V'' para verdadeiro ou ''F'' para falso: ( ) A tração medial e cranial do infundíbulo da vesícula, durante a colecistectomia videolaparoscópica, é fundamental para expor adequadamente o triângulo de Calot e reduzir o risco de lesões iatrogênicas das vias biliares. ( ) A visão crítica de segurança durante a colecistectomia videolaparoscópica envolve a identificação inequívoca de duas estruturas anatômicas que confluem no infundíbulo, remoção do tecido conjuntivo e gorduroso entre o ducto cístico e artéria cística e a exposição do terço proximal do leito cístico, após dissecação parcial entre a vesícula e o fígado. ( ) Devido ao risco da síndrome do coto cístico e fístula biliar pós-operatória, a colecistectomia videolaparoscópica parcial não faz parte das estratégias idealizadas pela política de colecistectomia segura. ( ) A maioria das lesões iatrogênicas das vias biliares são identificadas durante a colecistectomia videolaparoscópica e devem ser prontamente corrigidas pelo cirurgião que está realizando o procedimento operatório. Assinale a sequência CORRETA:
Colecistectomia segura: tração lateral/caudal da vesícula expõe triângulo de Calot; visão crítica de segurança exige 3 critérios.
A tração correta da vesícula biliar (lateral e caudal) é essencial para abrir o triângulo de Calot e permitir a identificação segura das estruturas. A visão crítica de segurança envolve a identificação de duas estruturas que confluem no infundíbulo, remoção de tecido conjuntivo e gorduroso entre o ducto e a artéria cística, e exposição do terço inferior do leito cístico.
A colecistectomia videolaparoscópica é um procedimento comum, mas as lesões iatrogênicas das vias biliares representam uma complicação grave com alta morbimortalidade. A política de colecistectomia segura foi desenvolvida para minimizar esses riscos, focando em técnicas cirúrgicas padronizadas e reconhecimento anatômico. A prevenção de lesões é prioritária para a segurança do paciente. Um dos pilares da colecistectomia segura é a correta exposição do triângulo de Calot. Isso é obtido pela tração lateral e caudal do infundíbulo da vesícula, o que "abre" o triângulo e permite a identificação clara do ducto cístico e da artéria cística. A "visão crítica de segurança" é um conceito fundamental que exige a identificação inequívoca de três critérios anatômicos antes da clipagem e secção das estruturas. A colecistectomia parcial é uma estratégia importante da colecistectomia segura, indicada em situações de inflamação grave ou anatomia distorcida, onde a dissecção completa do triângulo de Calot seria perigosa. Ela visa reduzir o risco de lesões biliares e vasculares, mesmo que implique em um coto cístico residual. A identificação da maioria das lesões biliares ocorre no intraoperatório, e a correção imediata pelo cirurgião experiente é crucial, embora nem todas sejam identificadas nesse momento.
A tração lateral e caudal do infundíbulo da vesícula é crucial para abrir o triângulo de Calot, expondo adequadamente o ducto cístico e a artéria cística, e assim reduzir o risco de lesões iatrogênicas das vias biliares.
A visão crítica de segurança envolve três critérios: 1) identificação de duas estruturas que confluem no infundíbulo, 2) remoção de tecido conjuntivo e gorduroso entre o ducto cístico e a artéria cística, e 3) exposição do terço inferior do leito cístico, após dissecação parcial entre a vesícula e o fígado.
Sim, a colecistectomia parcial é uma estratégia válida e recomendada em casos de inflamação grave ou anatomia difícil, onde a dissecção completa do triângulo de Calot seria de alto risco para lesões biliares. Ela visa reduzir a morbidade operatória.
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