SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
A colecistectomia é a 3ª cirurgia mais realizada no mundo. No paciente assintomático, qual das situações abaixo NÃO é indicativa de cirurgia?
Colelitíase assintomática: Diabetes tipo II NÃO é indicação de colecistectomia profilática.
Embora o diabetes tipo II possa aumentar o risco de complicações da colelitíase, ele por si só não é uma indicação para colecistectomia profilática em pacientes assintomáticos. As indicações incluem pólipos grandes, cálculos grandes, microcálculos em certas situações e vesícula em porcelana.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição extremamente comum. A maioria dos pacientes com colelitíase permanece assintomática e não necessita de intervenção cirúrgica. No entanto, existem situações específicas em que a colecistectomia profilática é indicada, mesmo na ausência de sintomas, devido ao risco aumentado de complicações graves ou malignidade. As principais indicações para colecistectomia em pacientes assintomáticos incluem: pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm (devido ao risco de transformação maligna), cálculos biliares muito grandes (geralmente > 3 cm, associados a maior risco de câncer), e a vesícula em porcelana (calcificação da parede da vesícula, também com risco aumentado de malignidade). Microcálculos podem ser uma indicação em pacientes com anemia hemolítica crônica ou que serão submetidos a cirurgia bariátrica. É um erro comum considerar o diabetes tipo II como uma indicação isolada para colecistectomia profilática. Embora pacientes diabéticos possam ter um curso mais grave de colecistite aguda, a simples presença de diabetes sem sintomas ou outras indicações de risco não justifica a cirurgia preventiva. A decisão deve ser individualizada, pesando os riscos e benefícios da cirurgia versus a observação.
As indicações incluem pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm, cálculos biliares maiores que 3 cm, vesícula em porcelana (calcificação focal ou difusa), e microcálculos em pacientes com anemia hemolítica ou que serão submetidos a cirurgia bariátrica.
Pólipos de vesícula biliar maiores que 1 cm têm um risco aumentado de malignidade, especificamente adenocarcinoma de vesícula biliar, justificando a colecistectomia profilática para prevenir o desenvolvimento de câncer.
Sim, pacientes com diabetes tipo II têm um risco aumentado de colecistite aguda, colangite e outras complicações da colelitíase, mas isso não é uma indicação para colecistectomia profilática se o paciente for assintomático.
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