SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Homem de 56 anos portador de hepatopatia crônica devido ao consumo diário de bebidas alcoólicas é acompanhado no ambulatório de gastroenterologia por ascite recorrente. O paciente apresenta sintomas relacionados a “má digestão” e em certas ocasiões apresenta dor abdominal e vômitos. Ultrassonografia abdominal de rotina revela cálculos na vesícula biliar de aproximadamente 0,5 a 1 cm e fígado de aspecto cirrótico. O gastroenterologista encaminha o paciente para avaliação do cirurgião. Qual deve ser a conduta em relação ao cálculo da vesícula biliar?
Colelitíase sintomática em cirrótico → colecistectomia laparoscópica, preferencialmente em Child A/B compensado.
Pacientes cirróticos com colelitíase sintomática devem ser avaliados para colecistectomia. A via laparoscópica é a preferencial devido à menor morbidade, incluindo menor risco de complicações de parede abdominal, como hérnias incisionais, e recuperação mais rápida, desde que a função hepática esteja compensada.
A colelitíase é comum em pacientes com hepatopatia crônica e cirrose, e sua apresentação clínica pode ser atípica. A decisão de realizar colecistectomia nesses pacientes é complexa, ponderando os riscos da cirurgia com os benefícios da resolução dos sintomas ou prevenção de complicações. A avaliação da função hepática, geralmente pela classificação de Child-Pugh, é fundamental para estratificar o risco cirúrgico. A fisiopatologia da cirrose, com hipertensão portal e coagulopatia, aumenta o risco de sangramento e descompensação pós-operatória. No entanto, a colecistectomia laparoscópica tem se mostrado segura e eficaz em pacientes com cirrose compensada (Child-Pugh A e B), com menor morbidade em comparação à cirurgia aberta. A técnica laparoscópica minimiza o trauma da parede abdominal, reduzindo a dor, o tempo de recuperação e o risco de hérnias incisionais e infecções de ferida. O manejo pré-operatório deve incluir a otimização da coagulação e controle da ascite. A colecistectomia é indicada para colelitíase sintomática ou suas complicações, e a abordagem laparoscópica é a preferencial, com conversão para aberta se houver dificuldades técnicas ou sangramento incontrolável. Residentes devem estar cientes dos desafios e da importância da seleção adequada do paciente.
Os riscos incluem sangramento, descompensação hepática, ascite e infecção. A avaliação pré-operatória da função hepática (Child-Pugh) é crucial para estratificar o risco cirúrgico.
A abordagem laparoscópica oferece menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, menor risco de infecções e complicações de parede abdominal, como hérnias, comparada à cirurgia aberta.
É indicada para colelitíase sintomática (dor biliar, vômitos, dispepsia) ou complicações como colecistite aguda, coledocolitíase ou pancreatite biliar, preferencialmente em pacientes com cirrose compensada.
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