Colecistectomia Laparoscópica: Indicação em Diabéticos e Obesos

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020

Enunciado

Uma mulher de 43 anos de idade, IMC = 32 kg/m², diabética tipo 2, vai ao prontosocorro referindo estar com ""hepatite"". Apresenta queixa de epigastralgia e dor em cólica em hipocôndrio direito, iniciadas há três dias, inicialmente com melhora parcial após uso de analgésicos comuns. Relata alguns episódios prévios nos últimos meses, em que não buscou atendimento médico. Há um dia, a dor piorou e ela notou que os olhos estavam mais amarelos e a urina mais escura, o que motivou a procura pela consulta. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, afebril, FR = 26 irpm, FC = 98 bpm, SpO2 = 99%, abdome flácido, doloroso à palpação de hipocôndrio direito e sinal de Murphy negativo. Considerando esse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. A colecistectomia está indicada para essa paciente, e a via laparoscópica não é a preferencial por tratar-se de paciente diabética e obesa.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Colecistectomia laparoscópica é via preferencial, mesmo em diabéticos/obesos, se não houver contraindicações específicas.

Resumo-Chave

A colecistectomia laparoscópica é o padrão ouro para colelitíase sintomática e suas complicações. A presença de diabetes ou obesidade não contraindica a via laparoscópica, mas pode aumentar o risco cirúrgico geral, exigindo avaliação pré-operatória cuidadosa.

Contexto Educacional

A colelitíase é uma condição comum, especialmente em mulheres, multíparas, obesas e diabéticas. A colecistectomia é o tratamento definitivo para a colelitíase sintomática e suas complicações. A via laparoscópica revolucionou o tratamento, tornando-o menos invasivo e com recuperação mais rápida. A presença de diabetes mellitus tipo 2 e obesidade são fatores de risco para o desenvolvimento de colelitíase e suas complicações, como colecistite e coledocolitíase. Embora esses pacientes possam ter um risco aumentado de complicações perioperatórias, a via laparoscópica ainda é considerada a abordagem preferencial devido aos seus benefícios em termos de menor dor, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. A decisão pela via cirúrgica deve ser individualizada, considerando as condições clínicas do paciente e a experiência do cirurgião. O diagnóstico de coledocolitíase, como sugerido pela icterícia e colúria no caso, exige uma avaliação cuidadosa, muitas vezes com exames de imagem como ultrassonografia e colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) para remoção dos cálculos. O manejo deve abordar tanto a colelitíase quanto a coledocolitíase, geralmente com CPER pré-operatória ou intraoperatória, seguida de colecistectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para colecistectomia?

A colecistectomia é indicada para colelitíase sintomática, colecistite aguda, coledocolitíase, pancreatite biliar e outras complicações da doença biliar.

A obesidade ou diabetes contraindicam a colecistectomia laparoscópica?

Não, a obesidade e o diabetes não são contraindicações absolutas para a via laparoscópica. Embora possam aumentar o risco cirúrgico, a via laparoscópica ainda é preferencial devido aos seus benefícios.

Quais são os sinais e sintomas de coledocolitíase?

Coledocolitíase pode apresentar dor em cólica no hipocôndrio direito, icterícia, colúria, acolia fecal e, em casos mais graves, colangite com febre e calafrios.

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