UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
MPZ, mulher, 50 anos, portadora de colelitíase sintomática, cálculo único com 35 milímetros no maior eixo, sem outras particularidades. Foi indicada operação para a doente. Assinale a alternativa com a melhor opção terapêutica e com a justificativa correta:
Colelitíase sintomática → colecistectomia laparoscópica é o padrão-ouro.
A colecistectomia laparoscópica é a técnica de escolha para o tratamento da colelitíase sintomática devido a menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. O tamanho do cálculo, por si só, não contraindica a via laparoscópica, a menos que haja outras complicações ou contraindicações específicas.
A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição extremamente comum, e a colecistectomia é uma das cirurgias mais realizadas no mundo. Para residentes, é fundamental dominar as indicações, contraindicações e a técnica cirúrgica preferencial. A evolução da cirurgia minimamente invasiva transformou o tratamento da colelitíase, tornando a colecistectomia laparoscópica a abordagem de escolha na vasta maioria dos casos. A colecistectomia laparoscópica oferece vantagens significativas sobre a abordagem aberta, incluindo menor trauma cirúrgico, recuperação mais rápida e menor morbidade. Essas vantagens a estabeleceram como o padrão-ouro para o tratamento da colelitíase sintomática. Embora cálculos biliares muito grandes (geralmente > 3 cm) possam estar associados a um risco ligeiramente aumentado de carcinoma de vesícula biliar, isso não contraindica a via laparoscópica. A vesícula biliar é removida intacta e, se necessário, o cálculo pode ser fragmentado dentro de um saco de recuperação para extração através de um dos portais. A colangiografia intraoperatória (CIO) é um procedimento que pode ser realizado durante a colecistectomia laparoscópica para identificar coledocolitíase ou variações anatômicas, mas não é rotineiramente indicada para todos os casos de colelitíase, especialmente em pacientes sem fatores de risco para coledocolitíase. A Síndrome de Mirizzi, embora associada a cálculos grandes, é uma complicação rara que pode dificultar a cirurgia, mas a abordagem inicial ainda tende a ser laparoscópica, com conversão para laparotomia se houver dificuldades.
A colecistectomia é indicada para colelitíase sintomática (cólicas biliares, colecistite aguda), complicações como pancreatite biliar, coledocolitíase, e em casos selecionados de colelitíase assintomática com fatores de risco para câncer de vesícula biliar (ex: vesícula em porcelana, pólipos > 10mm).
É o padrão-ouro devido aos seus benefícios em relação à cirurgia aberta: menor incisão, menos dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida, menor risco de infecção de ferida e melhor resultado estético.
Geralmente não. Cálculos grandes podem ser removidos pela via laparoscópica. A preocupação com cálculos grandes está mais relacionada ao risco aumentado de câncer de vesícula biliar (para cálculos > 3 cm) e síndrome de Mirizzi, mas não contraindica a abordagem laparoscópica inicial.
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