HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Uma paciente de 44 anos de idade, com diabetes tipo 2, relata dores abdominais há cerca de seis meses, principalmente em hipocôndrio direito e flanco direito. Realizou ultrassom de abdome, o qual mostrou múltiplos cálculos na vesícula biliar, que se encontrava com paredes finas e sem dilatação de vias biliares. Apresentava bilirrubina total de 0,7 mg/dL, AST = 35 UI (normal até 40), ALT = 64 (normal até 40 UI), fosfatase alcalina = 342 UI (normal até 250) e Gama GT = 743 UI (normal até 110). Com base nesse caso clínico hipotético, julgue o item.No caso de ser indicada a colecistectomia eletiva, o emprego de antibióticos após a cirurgia deve ser mantido por uma semana, para se evitarem complicações infecciosas pós-operatórias.
Colecistectomia eletiva sem infecção ativa → profilaxia ATB pré-operatória (dose única), NÃO pós-operatória prolongada.
Em colecistectomias eletivas, a profilaxia antibiótica é geralmente administrada antes da incisão cirúrgica e não é mantida por uma semana no pós-operatório, a menos que haja evidência de infecção estabelecida ou complicação infecciosa. A manutenção prolongada de antibióticos sem indicação aumenta o risco de resistência e efeitos adversos.
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, frequentemente realizada para tratar colelitíase sintomática. Em cirurgias eletivas, como no caso de colelitíase sem sinais de colecistite aguda ou colangite, a principal preocupação com infecção é a do sítio cirúrgico. A profilaxia antibiótica em colecistectomias eletivas é recomendada para reduzir o risco de infecção, especialmente em pacientes com fatores de risco como diabetes. No entanto, essa profilaxia consiste tipicamente em uma dose única de antibiótico administrada intravenosamente antes da incisão cirúrgica. Não há evidências que suportem a manutenção de antibióticos por uma semana no pós-operatório em casos eletivos sem infecção estabelecida. A prática de prolongar a antibioticoterapia profilática é desaconselhada, pois não confere benefício adicional na prevenção de infecções e, por outro lado, aumenta o risco de resistência antimicrobiana, efeitos colaterais e infecções por patógenos oportunistas, como Clostridioides difficile. O manejo pós-operatório deve focar na monitorização de sinais de infecção e tratamento específico se necessário.
A profilaxia antibiótica é indicada em colecistectomias eletivas, especialmente em pacientes com fatores de risco (como diabetes, idade avançada, imunossupressão) ou em casos de colecistite aguda, para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada como uma dose única intravenosa antes da incisão cirúrgica. Não há indicação para manutenção por uma semana no pós-operatório em cirurgias eletivas sem infecção estabelecida.
A manutenção prolongada de antibióticos sem indicação aumenta o risco de desenvolvimento de resistência bacteriana, infecções por Clostridioides difficile e outros efeitos adversos dos medicamentos, sem benefício adicional na prevenção de infecções.
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