PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Paciente feminino, 55 anos, com histórico de há 02 meses dor abdominal no quadrante superior direito, náuseas e vômitos. Exame de ultrassonografia abdominal demonstra a presença de cálculos na vesícula biliar e espessamento de parede. Exames Laboratoriais: Hemograma: Hb 15,1 (13-16 g/dl); Ht: 44,8 (38 a 50%), sem leucocitose; TGO- 38 U/L (VR: 5-40 U/L), TGP- 52 U/L (7-56 U/L), INR- 0,9 (0,8 e 1), gama GT: 42 U/L (9 U/L e 36 U/L); fosfatase alcalina: 100 U/R (40 U/L e 150 U/L), proteínas totais: 6,30 g/dl (entre 6,0 e 8,0 g/dL); albumina sérica: 3,6 g/dl (entre 3,5 g/dL e 5,2 g/dL); bilirrubina total: 1,1 mg/dl (0,2 mg/dL e 1,20 mg/dL); Anti-HAV IgM - não reagente; HBsAg - reagente, VHB DNA < 2.000 cópias/mL (VR: < 2.000 cópias/ml); Anti-HBs - não reagente; Anti-HBc IgM - não reagente; Anti-HBc IgG - reagente; HBeAg não reagente; Anti-HBe -reagente; Anti-HCv - não reagente; HCV RNA - não reagente. Biópsia hepática: ausência de inflamação e ausência de sinais de fibrose. Com base no quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta cirúrgica mais apropriada sobre a situação dessa paciente?
Colelitíase sintomática + VHB inativo → Colecistectomia indicada, VHB não contraindica.
A presença de cálculos biliares sintomáticos, mesmo em um paciente com hepatite B crônica em fase de portador inativo (sem inflamação ou fibrose hepática significativa), indica a colecistectomia. A doença hepática inativa não é uma contraindicação para a cirurgia da vesícula biliar.
A colelitíase sintomática é uma condição comum que requer intervenção cirúrgica, geralmente colecistectomia. Os sintomas clássicos incluem dor no quadrante superior direito do abdome, náuseas e vômitos, especialmente após refeições gordurosas. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra a presença de cálculos na vesícula biliar e, em casos de colecistite crônica, espessamento da parede vesicular. A presença de uma doença hepática crônica, como a hepatite B, exige uma avaliação cuidadosa antes de qualquer procedimento cirúrgico. No entanto, a hepatite B crônica em fase de portador inativo é caracterizada por HBsAg reagente, Anti-HBc IgG reagente, HBeAg não reagente, Anti-HBe reagente e carga viral de VHB DNA indetectável ou muito baixa (<2.000 cópias/mL), com enzimas hepáticas normais e ausência de inflamação ou fibrose significativa na biópsia hepática. Nesses casos, a função hepática está preservada, e o risco cirúrgico para procedimentos eletivos é comparável ao da população geral. Portanto, a conduta mais apropriada para um paciente com colelitíase sintomática e hepatite B crônica em fase de portador inativo é a colecistectomia. O tratamento da hepatite B só seria indicado se houvesse evidência de atividade viral ou doença hepática progressiva, o que não é o caso aqui. O acompanhamento clínico sem cirurgia seria inadequado para colelitíase sintomática, e a cirurgia não está contraindicada.
A colecistectomia é indicada principalmente para colelitíase sintomática, caracterizada por dor abdominal no quadrante superior direito, náuseas e vômitos, ou complicações como colecistite aguda, coledocolitíase e pancreatite biliar.
A hepatite B crônica em fase de portador inativo, com enzimas hepáticas normais, carga viral baixa e ausência de inflamação ou fibrose significativa na biópsia, geralmente não contraindica cirurgias eletivas. A função hepática preservada é o fator determinante.
A avaliação inclui hemograma completo, coagulograma (INR), função renal, eletrólitos, bilirrubinas, TGO, TGP, fosfatase alcalina, gama GT e albumina sérica para avaliar a reserva funcional hepática e o risco cirúrgico.
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