UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
O tratamento de escolha para colecistite aguda é a colecistectomia. Umas das vantagens dessa conduta é:
Colecistectomia precoce na colecistite aguda → resolução rápida e definitiva da inflamação e infecção.
A colecistectomia, especialmente quando realizada precocemente (nas primeiras 72 horas), oferece a vantagem crucial de resolver rapidamente o processo inflamatório e infeccioso da colecistite aguda, prevenindo complicações e proporcionando alívio sintomático imediato ao paciente.
A colecistite aguda é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, resultando em estase biliar, inflamação e infecção secundária. É uma condição comum que requer atenção médica urgente. A colecistectomia, a remoção cirúrgica da vesícula biliar, é o tratamento de escolha e definitivo para a colecistite aguda, visando resolver a causa subjacente e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto cístico, levando ao acúmulo de bile e aumento da pressão intraluminal, o que compromete a circulação sanguínea da parede da vesícula e facilita a proliferação bacteriana. O diagnóstico é clínico (dor em QSD, febre, sinal de Murphy), laboratorial (leucocitose, PCR elevada) e de imagem (ultrassonografia abdominal, que mostra espessamento da parede da vesícula, cálculos e líquido pericolecístico). A colecistectomia, preferencialmente laparoscópica e realizada precocemente (nas primeiras 72 horas do início dos sintomas), oferece a vantagem de uma resolução rápida e definitiva do problema, aliviando a dor e prevenindo a progressão para complicações graves. Embora antibióticos sejam usados para controlar a infecção, eles não resolvem a obstrução ou a inflamação crônica. A cirurgia tardia pode ser mais desafiadora devido à fibrose e aderências. O prognóstico é excelente com tratamento adequado.
A colecistite aguda tipicamente se manifesta com dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome (cólica biliar), febre, náuseas, vômitos e, por vezes, sinal de Murphy positivo. Pode haver leucocitose nos exames laboratoriais.
A colecistectomia precoce (geralmente dentro de 72 horas do início dos sintomas) é preferível porque resolve rapidamente a inflamação e a infecção, diminui o risco de complicações como perfuração ou formação de abscesso, e geralmente resulta em menor tempo de internação e recuperação mais rápida.
A colecistite aguda não tratada pode levar a complicações graves como empiema da vesícula biliar, gangrena, perfuração com peritonite, fístula colecistoentérica e formação de abscesso pericolecístico, aumentando significativamente a morbimortalidade.
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