UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que o paciente que possui uma contraindicação absoluta para realização de colecistectomia eletiva, em regime ambulatorial, é:
IMC > 60 kg/m² é contraindicação absoluta para colecistectomia eletiva ambulatorial devido a riscos anestésicos/cirúrgicos.
Pacientes com obesidade mórbida extrema (IMC > 60 kg/m²) apresentam riscos anestésicos e cirúrgicos significativamente elevados, tornando a colecistectomia eletiva em regime ambulatorial perigosa e, portanto, contraindicada. A complexidade do manejo pós-operatório e o potencial de complicações exigem internação.
A colecistectomia eletiva, frequentemente realizada por via laparoscópica, é um procedimento comum que pode ser considerado em regime ambulatorial para pacientes selecionados. No entanto, a segurança do paciente é primordial, e a avaliação pré-operatória deve identificar quaisquer fatores de risco que contraindiquem a alta no mesmo dia. Residentes devem estar aptos a reconhecer essas situações para garantir a melhor conduta. Comorbidades como diabetes mal controlado, angina estável ou gravidez no primeiro trimestre são fatores que exigem avaliação cuidadosa e podem levar à internação. Contudo, a obesidade mórbida extrema, com um Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 60 kg/m², representa um desafio anestésico e cirúrgico de tal magnitude que a cirurgia ambulatorial se torna inviável. As complicações respiratórias, cardiovasculares e tromboembólicas são elevadas, demandando internação para monitorização e manejo intensivo. É fundamental que o médico residente compreenda os critérios de seleção para cirurgia ambulatorial e as contraindicações absolutas. A correta estratificação de risco pré-operatório, considerando o estado geral do paciente e suas comorbidades, é crucial para a segurança e o sucesso do procedimento, evitando complicações graves e garantindo um desfecho favorável.
Os critérios incluem pacientes com baixo risco anestésico (ASA I ou II), ausência de comorbidades descompensadas, boa condição física, procedimento de baixa a média complexidade com tempo cirúrgico curto, e suporte domiciliar adequado para o pós-operatório.
A obesidade mórbida extrema (IMC muito elevado) aumenta significativamente os riscos anestésicos (dificuldade de intubação, ventilação), cirúrgicos (sangramento, infecção) e pós-operatórios (tromboembolismo, insuficiência respiratória, dor). Esses pacientes requerem monitorização e cuidados que não são possíveis em regime ambulatorial.
A gravidez, especialmente no primeiro trimestre, é geralmente uma contraindicação relativa para cirurgias eletivas devido ao risco de teratogenicidade e aborto. No entanto, em casos de urgência, a cirurgia pode ser necessária, com avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios para mãe e feto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo