Colecistectomia Ambulatorial: Contraindicações Essenciais

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Pode-se afirmar que o paciente que possui uma contraindicação absoluta para realização de colecistectomia eletiva, em regime ambulatorial, é:

Alternativas

  1. A) homem, 45 anos, com DM mal controlado
  2. B) homem, 55 anos, com angina estável
  3. C) mulher, 22 anos, grávida de 8 semanas
  4. D) mulher, 35 anos, com índice de massa corporal = 61kg/m²

Pérola Clínica

IMC > 60 kg/m² é contraindicação absoluta para colecistectomia eletiva ambulatorial devido a riscos anestésicos/cirúrgicos.

Resumo-Chave

Pacientes com obesidade mórbida extrema (IMC > 60 kg/m²) apresentam riscos anestésicos e cirúrgicos significativamente elevados, tornando a colecistectomia eletiva em regime ambulatorial perigosa e, portanto, contraindicada. A complexidade do manejo pós-operatório e o potencial de complicações exigem internação.

Contexto Educacional

A colecistectomia eletiva, frequentemente realizada por via laparoscópica, é um procedimento comum que pode ser considerado em regime ambulatorial para pacientes selecionados. No entanto, a segurança do paciente é primordial, e a avaliação pré-operatória deve identificar quaisquer fatores de risco que contraindiquem a alta no mesmo dia. Residentes devem estar aptos a reconhecer essas situações para garantir a melhor conduta. Comorbidades como diabetes mal controlado, angina estável ou gravidez no primeiro trimestre são fatores que exigem avaliação cuidadosa e podem levar à internação. Contudo, a obesidade mórbida extrema, com um Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 60 kg/m², representa um desafio anestésico e cirúrgico de tal magnitude que a cirurgia ambulatorial se torna inviável. As complicações respiratórias, cardiovasculares e tromboembólicas são elevadas, demandando internação para monitorização e manejo intensivo. É fundamental que o médico residente compreenda os critérios de seleção para cirurgia ambulatorial e as contraindicações absolutas. A correta estratificação de risco pré-operatório, considerando o estado geral do paciente e suas comorbidades, é crucial para a segurança e o sucesso do procedimento, evitando complicações graves e garantindo um desfecho favorável.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios gerais para a realização de cirurgias em regime ambulatorial?

Os critérios incluem pacientes com baixo risco anestésico (ASA I ou II), ausência de comorbidades descompensadas, boa condição física, procedimento de baixa a média complexidade com tempo cirúrgico curto, e suporte domiciliar adequado para o pós-operatório.

Por que a obesidade mórbida extrema é uma contraindicação para cirurgia ambulatorial?

A obesidade mórbida extrema (IMC muito elevado) aumenta significativamente os riscos anestésicos (dificuldade de intubação, ventilação), cirúrgicos (sangramento, infecção) e pós-operatórios (tromboembolismo, insuficiência respiratória, dor). Esses pacientes requerem monitorização e cuidados que não são possíveis em regime ambulatorial.

A gravidez é sempre uma contraindicação absoluta para cirurgia eletiva?

A gravidez, especialmente no primeiro trimestre, é geralmente uma contraindicação relativa para cirurgias eletivas devido ao risco de teratogenicidade e aborto. No entanto, em casos de urgência, a cirurgia pode ser necessária, com avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios para mãe e feto.

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