HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2022
Na realização da Colecistectomia aberta, após realizar a incisão da serosa da vesícula a 0,5 cm da borda do leito hepático, o cirurgião deverá realizar o seguinte procedimento:
Colecistectomia: após incisão da serosa, dissecção fundocística próxima à vesícula para evitar lesão hepática.
Na colecistectomia, após a incisão da serosa ao redor da vesícula biliar, o próximo passo é a dissecção da vesícula de seu leito hepático. É crucial manter a dissecção o mais próxima possível da parede da vesícula para minimizar o risco de lesão do parênquima hepático e sangramento, garantindo uma cirurgia segura.
A colecistectomia aberta é um procedimento cirúrgico comum para a remoção da vesícula biliar, indicada principalmente para colelitíase sintomática, colecistite aguda ou crônica. Embora a colecistectomia laparoscópica seja a abordagem preferencial atualmente, a técnica aberta ainda é realizada em casos selecionados ou quando há contraindicações para a via laparoscópica. O conhecimento detalhado dos passos cirúrgicos é fundamental para a segurança do paciente e para a formação de residentes. Após a exposição da vesícula biliar e a incisão da serosa que a recobre no leito hepático, a dissecção da vesícula de seu leito é um passo crítico. A técnica fundocística (do fundo para o infundíbulo) é frequentemente empregada, permitindo uma visualização progressiva das estruturas. A fisiopatologia da colelitíase e suas complicações (como colecistite) justificam a remoção da vesícula, que atua como reservatório de cálculos. Durante a dissecção, é imperativo manter-se o mais próximo possível da parede da vesícula biliar. Esta proximidade minimiza o risco de lesão do parênquima hepático, que é altamente vascularizado e pode sangrar profusamente se traumatizado. Além disso, uma dissecção cuidadosa e justa à vesícula facilita a identificação segura do ducto cístico e da artéria cística no triângulo de Calot, evitando lesões iatrogênicas do ducto biliar comum, uma complicação grave. O prognóstico pós-colecistectomia é geralmente excelente, com resolução dos sintomas na maioria dos pacientes.
Manter a dissecção o mais próxima possível da parede da vesícula biliar é crucial para evitar lesões do parênquima hepático, que podem resultar em sangramento significativo. Essa técnica também ajuda a preservar as estruturas adjacentes e facilita a identificação segura do ducto e artéria cística.
Após a incisão da serosa da vesícula a aproximadamente 0,5 cm da borda do leito hepático, o próximo passo é a dissecção da vesícula biliar de seu leito hepático, geralmente começando pelo fundo (técnica fundocística) e progredindo em direção ao infundíbulo e ao triângulo de Calot.
Uma dissecção inadequada pode levar a sangramento do leito hepático, lesão de estruturas biliares adjacentes (como o ducto biliar comum), perfuração da vesícula com extravasamento de bile e cálculos, e dificuldade na identificação anatômica segura do ducto e artéria cística, aumentando o risco de complicações.
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