HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
Na realização da Colecistectomia aberta, após realizar a incisão da serosa da vesícula a 0,5 cm da borda do leito hepático, o cirurgião deverá realizar o seguinte procedimento:
Colecistectomia aberta: dissecção fundocística próxima à vesícula evita lesão hepática e sangramento.
A dissecção fundocística, ou anterógrada, é crucial para a segurança na colecistectomia aberta. Manter-se adjacente à parede da vesícula minimiza o risco de lesão iatrogênica do parênquima hepático e de estruturas biliares adjacentes, prevenindo complicações hemorrágicas.
A colecistectomia aberta, embora menos comum que a laparoscópica atualmente, ainda é uma técnica fundamental na formação do cirurgião e em casos específicos. A compreensão detalhada de suas etapas é crucial para a segurança do paciente e para a prevenção de complicações intraoperatórias. O procedimento envolve a remoção cirúrgica da vesícula biliar, geralmente indicada para colelitíase sintomática, colecistite aguda ou crônica, e outras patologias biliares. A etapa de dissecção da serosa da vesícula a 0,5 cm da borda do leito hepático é o início da liberação da vesícula de seu leito. A partir daí, a dissecção fundocística (também conhecida como anterógrada) é a técnica preferencial em muitos cenários, especialmente quando há inflamação severa no triângulo de Calot, pois permite uma identificação mais segura das estruturas. Esta técnica consiste em dissecar a vesícula do fundo em direção ao ducto cístico, mantendo-se sempre junto à parede da vesícula para evitar lesões hepáticas e vasculares. O prognóstico após uma colecistectomia bem-sucedida é geralmente excelente, com alívio dos sintomas. No entanto, a atenção meticulosa à técnica cirúrgica é primordial para evitar complicações graves, como lesão de vias biliares, que pode ter morbidade significativa. A identificação clara das estruturas anatômicas e a hemostasia adequada são pilares para um resultado cirúrgico favorável.
A dissecção fundocística permite uma abordagem mais segura, começando pelo fundo da vesícula e progredindo em direção ao ducto cístico, o que facilita a identificação das estruturas do triângulo de Calot e reduz o risco de lesões iatrogênicas.
Para evitar lesões hepáticas, a dissecção deve ser mantida o mais próxima possível da parede da vesícula biliar, utilizando planos anatômicos corretos e evitando trações excessivas ou uso inadequado de eletrocautério no leito hepático.
As principais complicações incluem sangramento, lesão de vias biliares, infecção da ferida operatória, fístula biliar e, menos comum, lesão de órgãos adjacentes como duodeno ou cólon.
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