ENARE/ENAMED — Prova 2021
Em relação às doenças e lesões relacionadas à via biliar, assinale a alternativa INCORRETA.
Cirrose NÃO é fator de risco para Colangite Esclerosante Primária; Retocolite Ulcerativa é o principal.
A colangite esclerosante primária (CEP) é uma doença colestática crônica que frequentemente se associa à doença inflamatória intestinal, especialmente retocolite ulcerativa, e não à cirrose como fator etiológico primário. A cirrose pode ser uma consequência da CEP avançada.
A colangite esclerosante primária (CEP) é uma doença colestática crônica e progressiva caracterizada por inflamação e fibrose dos ductos biliares intra e/ou extra-hepáticos, levando a estenoses e dilatações. Sua etiologia é desconhecida, mas há forte associação com doenças inflamatórias intestinais, especialmente retocolite ulcerativa, afetando principalmente homens jovens. É uma condição rara, mas grave, com potencial de progressão para cirrose biliar e insuficiência hepática. O diagnóstico da CEP é estabelecido pela combinação de colestase crônica (elevação de fosfatase alcalina e gama-GT), achados colangiográficos típicos (estenoses multifocais e dilatações, aspecto em "contas de rosário") e exclusão de outras causas de colestase secundária. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) é o método de imagem de escolha devido à sua natureza não invasiva. A biópsia hepática pode auxiliar, mas não é sempre diagnóstica. O tratamento da CEP é desafiador e focado no manejo dos sintomas e complicações, pois não há cura. O ácido ursodesoxicólico pode melhorar os parâmetros bioquímicos, mas não comprovadamente altera a progressão da doença. O transplante hepático é a única opção curativa para pacientes com doença avançada, cirrose descompensada ou colangiocarcinoma. O acompanhamento regular para rastreamento de colangiocarcinoma é crucial.
O principal fator de risco é a associação com doenças inflamatórias intestinais, especialmente a retocolite ulcerativa, presente em 60-80% dos casos.
O diagnóstico é baseado em exames de imagem como colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPER), juntamente com alterações bioquímicas hepáticas e biópsia hepática.
Lesões parciais, pequenas e laterais do ducto biliar podem ser tratadas com a colocação de um tubo em T (Kehr) para drenagem e cicatrização, evitando estenoses.
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