Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
A manifestação hepática mais comum associada à Retocolite Ulcerativa é:
RCU + manifestação hepática mais comum → Colangite Esclerosante Primária (CEP).
A Colangite Esclerosante Primária (CEP) é a complicação hepatobiliar mais frequente e grave da Retocolite Ulcerativa (RCU), afetando principalmente os ductos biliares intra e extra-hepáticos e podendo levar à cirrose e insuficiência hepática.
A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Embora seja primariamente uma doença gastrointestinal, a RCU está associada a diversas manifestações extraintestinais, que podem ocorrer em qualquer fase da doença e afetar múltiplos sistemas, incluindo o hepático, articular, cutâneo e ocular. A identificação precoce dessas manifestações é crucial para o manejo adequado e para evitar complicações graves. A Colangite Esclerosante Primária (CEP) é a manifestação hepatobiliar mais comum e clinicamente significativa da RCU, caracterizada por inflamação e fibrose progressiva dos ductos biliares intra e/ou extra-hepáticos. Sua fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve fatores genéticos, imunológicos e ambientais, com uma forte associação com a RCU, especialmente em homens jovens. A CEP pode levar à estenose dos ductos biliares, colestase crônica, cirrose biliar e, eventualmente, insuficiência hepática, sendo a principal indicação para transplante hepático em pacientes com RCU. O diagnóstico da CEP em pacientes com RCU deve ser suspeitado diante de elevação persistente de enzimas colestáticas (fosfatase alcalina e gama-GT). A colangiorressonância (MRCP) é o método de imagem de escolha para avaliar a árvore biliar. O tratamento é principalmente de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações, mas não há cura. O transplante hepático é a única opção curativa para a doença avançada. O acompanhamento regular é fundamental devido ao risco aumentado de colangiocarcinoma.
Os sintomas podem incluir fadiga, prurido, icterícia, dor abdominal no quadrante superior direito e, em estágios avançados, sinais de cirrose hepática e hipertensão portal.
O diagnóstico é baseado em exames de sangue (elevação de fosfatase alcalina), colangiorressonância (MRCP) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPRE) para visualizar estenoses e dilatações dos ductos biliares, e biópsia hepática em casos selecionados.
A CEP é a complicação hepatobiliar mais grave da RCU, com risco aumentado de colangiocarcinoma e necessidade de transplante hepático, impactando significativamente a morbimortalidade dos pacientes.
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