Colangite Esclerosante Primária e Retocolite Ulcerativa

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020

Enunciado

A manifestação hepática mais comum associada à Retocolite Ulcerativa é:

Alternativas

  1. A) Hepatite transinfecciosa.
  2. B) Colangite esclerosante primária.
  3. C) Colelitíase.
  4. D) Divertículos de colédoco.

Pérola Clínica

RCU + manifestação hepática mais comum → Colangite Esclerosante Primária (CEP).

Resumo-Chave

A Colangite Esclerosante Primária (CEP) é a complicação hepatobiliar mais frequente e grave da Retocolite Ulcerativa (RCU), afetando principalmente os ductos biliares intra e extra-hepáticos e podendo levar à cirrose e insuficiência hepática.

Contexto Educacional

A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica que afeta o cólon e o reto. Embora seja primariamente uma doença gastrointestinal, a RCU está associada a diversas manifestações extraintestinais, que podem ocorrer em qualquer fase da doença e afetar múltiplos sistemas, incluindo o hepático, articular, cutâneo e ocular. A identificação precoce dessas manifestações é crucial para o manejo adequado e para evitar complicações graves. A Colangite Esclerosante Primária (CEP) é a manifestação hepatobiliar mais comum e clinicamente significativa da RCU, caracterizada por inflamação e fibrose progressiva dos ductos biliares intra e/ou extra-hepáticos. Sua fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve fatores genéticos, imunológicos e ambientais, com uma forte associação com a RCU, especialmente em homens jovens. A CEP pode levar à estenose dos ductos biliares, colestase crônica, cirrose biliar e, eventualmente, insuficiência hepática, sendo a principal indicação para transplante hepático em pacientes com RCU. O diagnóstico da CEP em pacientes com RCU deve ser suspeitado diante de elevação persistente de enzimas colestáticas (fosfatase alcalina e gama-GT). A colangiorressonância (MRCP) é o método de imagem de escolha para avaliar a árvore biliar. O tratamento é principalmente de suporte, visando aliviar os sintomas e prevenir complicações, mas não há cura. O transplante hepático é a única opção curativa para a doença avançada. O acompanhamento regular é fundamental devido ao risco aumentado de colangiocarcinoma.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas da Colangite Esclerosante Primária em pacientes com RCU?

Os sintomas podem incluir fadiga, prurido, icterícia, dor abdominal no quadrante superior direito e, em estágios avançados, sinais de cirrose hepática e hipertensão portal.

Como é feito o diagnóstico da Colangite Esclerosante Primária?

O diagnóstico é baseado em exames de sangue (elevação de fosfatase alcalina), colangiorressonância (MRCP) ou colangiografia endoscópica retrógrada (CPRE) para visualizar estenoses e dilatações dos ductos biliares, e biópsia hepática em casos selecionados.

Qual a importância da Colangite Esclerosante Primária na Retocolite Ulcerativa?

A CEP é a complicação hepatobiliar mais grave da RCU, com risco aumentado de colangiocarcinoma e necessidade de transplante hepático, impactando significativamente a morbimortalidade dos pacientes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo